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Droga de dose anual contra osteoporose

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acabou de aprovar para venda no mercado brasileiro o ácido zoledrônico 5 mg (comercializado pela Novartis com o nome Aclasta). Ao contrário dos outros medicamentos para osteoporose, com administração diária, semanal ou mensal, a infusão do novo remédio dura 15 minutos e garante a proteção óssea por um ano.
Um estudo internacional com 7.736 mulheres, publicado no New England Journal of Medicine, revelou que as pacientes tratadas com o remédio tiveram redução de 70% do risco de novas fraturas na coluna vertebral e de 41% no risco de fraturas de quadril, em três anos.
- Os ossos estão num processo de absorção e reconstrução o tempo todo. Em jovens, este processo é equilibrado. O remédio busca restaurar o equilibrio em pessoas mais velhas - explica Dennis Black, cientista e professor da Universidade da Califórnia.
Outro benefício da terapia anual é o aumento da adesão ao tratamento. Segundo Black, menos da metade das pacientes continua a tomar a medicação depois de um ano de uso. O médico conta ainda que o medicamento reduz o risco de fratura tão bem ou melhor do que as drogas orais atuais.
Segundo Alexandre Serafim, gerente de produto da Novartis, A média de absorção dos remédios orais é de apenas 1%, enquanto a infusão anual venosa garante que o medicamento seja totalmente absorvido pelo organismo.
O remédio custa cerca de R$ 1.700 a dose, com possibilidade de parcelamento em 12 vezes se comprado em farmácias delivery credenciadas. Algumas oferecem assistência em casa, sem custo adicional. Caso contrário, a paciente deve ir a um centro médico para a aplicação.
Estima-se que a metade das mulheres acima dos 50 anos com osteoporose pós-menopausa sofre uma fratura. Dentre as mulheres a partir dos 65 anos que sofrem uma fratura de quadril, 21% podem morrer em um ano.
- É importante que a partir dos 60 anos as pessoas procurem saber se têm a doença. Mulheres que já sofreram fraturas ou dor nas costas principalmente - alerta Black. - Na menopausa, os níveis de estrogênio caem muito e as células que destroem os ossos começam a trabalhar mais rápido. Há dramática perda de densidade mineral dos ossos.
A indicação atual do remédio é para tratamento, mas é testado para prevenção. Os homens ainda não são incluídos na aprovação, pela falta de estudos específicos, mas serão em breve, afirma Black.
Fonte: Jornal do Brasil