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Cérebro pode aprender compaixão através da meditação

Bondade e compaixão podem ser aperfeiçoadas através da prática! Um novo estudo mostra que praticar a bondade e compaixão através da meditação regular realmente ativa o cérebro e aumenta a empatia das pessoas umas com as outras.
É o primeiro estudo no qual foi utilizada a ressonância magnética funcional (fMRI) para analisar os efeitos da meditação_compaixão sobre a atividade cerebral. Os resultados sugerem que as pessoas possam ser treinadas a serem ser mais compassivas do mesmo modo que praticam para tocar um instrumento musical.
Participaram do estudo 16 monges tibetanos, experientes em meditação, e que foram comparados a um grupo de 16 pessoas sem experiência prévia em meditação. As pessoas no grupo de comparação receberam ensinamentos acerca dos fundamentos da compaixão_meditação nas duas semanas anteriores ao estudo.
Durante o estudo, os investigadores utilizaram a fMRI para medir a resposta dos cérebros dos participantes a uma variedade de sons neutros ou negativos, como o de uma mulher angustiada, um riso de bebê, ou ruídos de um restaurante. Durante a sessão, os investigadores obtiveram imagens de ressonância magnética do cérebro, enquanto os participantes ouviam os sons durante um estado meditativo e neutro.
A varredura mostrou aumentos significativos na atividade na parte do cérebro conhecida como insula, que desempenha um papel fundamental na emoção, em meditadores experientes, quando foram expostos sons emocionalmente negativos. Houve menor aumento da atividade durante a exposição a sons neutros ou positivos. A força da atividade cerebral também foi relacionada com a intensidade da meditação relatada pelos participantes.
Os pesquisadores dizem que o estudo também sugere que prática da meditação_compaixão também pode ser um instrumento útil na prevenção do assédio, violência, agressividade e depressão, alterando a atividade cerebral para tornar as pessoas com maior empatia em relação a outras.

Fonte: Public Library of Science One, March 26, 2007; vol 3: p e1897.