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Obesidade atrapalha a sensação do doce dos alimentos, indica estudo
Em estudo com ratos, a obesidade paralisou gradualmente a sensação de paladar de alimentos doces, levando os roedores a fazer refeições cada vez maiores e mais doces, segundo pesquisadores da Universidade do Estado da Pensilvânia. E estudos anteriores indicam que esse mecanismo estaria presente também em humanos, com as pessoas obesas sendo menos sensíveis ao gosto doce. “Quando você tem uma sensibilidade reduzida a alimentos saborosos, você tende a consumi-los em maior quantidade”, explicaram os autores, destacando que isso “é um ciclo vicioso”. Nos testes, ratos obesos e com pré-diabetes apresentaram menos neurônios de resposta à sacarose e menor resposta geral ao açúcar do que ratos magros e saudáveis. Segundo os autores esse descontrole pode ser um dos responsáveis pela epidemia de obesidade.
leia mais sobre a pesquisa no JN (em inglês)
Escrito por Juniata às 09h01
Um estudo da Universidade de Melbourne, Austrália, indica que pessoas que perdem gordura abdominal podem estar reduzindo seu risco de desenvolver degeneração macular relacionada ao envelhecimento, principal causa de perda visual entre os idosos. Segundo os autores, a redução do risco pode ser um benefício adicional da perda de peso, principalmente em pacientes obesos e os com sobrepeso. Avaliando mais de 12 mil pessoas com idades entre 45 e 64 anos, acompanhados por seis anos, os pesquisadores notaram que uma redução de 3% ou mais na relação cintura-quadril (que indica a gordura abdominal) reduzia significativamente a probabilidade de ter degeneração macular. E os resultados foram mais marcantes entre os voluntários obesos. Mais estudos são necessários.
Comer laticínios, carnes e outros alimentos ricos em proteínas na infância ajuda a ter ossos fortes e saudáveis na adolescência, segundo estudo publicado no Journal of Pediatrics. Foram avaliados dados de 106 crianças acompanhadas desde o ano de 1987, quando tinham entre três e cinco anos de idade, até 1999, quando foram realizados exames ósseos. E os pesquisadores da Universidade de Boston, nos EUA, concluíram que as crianças que comiam pelo menos duas porções diárias de laticínios e aquelas que consumiam quatro porções de carnes ou outros alimentos ricos em proteínas tinham ossos mais densos na juventude do que aqueles que comiam menos. Esses voluntários tinham maior conteúdo mineral, maior área óssea e maior densidade mineral óssea nos braços, pernas, tronco, costelas e principalmente na bacia.
Pacientes cardíacos que sofrem de depressão são menos propensos a se exercitarem, aumentando ainda mais o seu risco de problemas como o infarto e a insuficiência cardíaca, segundo estudo publicado no The Journal of the American Medical Association. Avaliando mais de mil pacientes com doença cardíaca, acompanhados por uma média de oito anos, os pesquisadores notaram que, entre aqueles que apresentavam sintomas depressivos, 10% tiveram um evento cardíaco, contra apenas 6,7% daqueles que não sofriam de depressão. Uma análise mais aprofundada mostrou que essa relação era mediada por fatores de comportamento – os pacientes depressivos eram mais propensos a fumar, eram menos fisicamente ativos e menos propensos a tomar os remédios como haviam sido prescritos. Entre esses pacientes, a inatividade sozinha foi associada a 44% maior risco.
Dormir ajuda as pessoas a aprender tarefas complexas e a se lembrar do aprendizado que pensavam que haviam esquecido, segundo estudo da Universidade de Chicago, nos EUA. Usando um teste que envolvia o aprendizado de como jogar vídeo games, os pesquisadores notaram que pessoas que, após 12 horas do aprendizado, haviam esquecido como realizar uma tarefa complexa, tinham essas funções restauradas após uma boa noite de sono. A avaliação de 200 estudantes universitários com pouca experiência com games mostrou que “o sono consolida o aprendizado restaurando o que foi perdido no decorrer de um dia posterior ao treinamento, e protegendo o que foi aprendido contra a perda subseqüente”.
Pesquisadores da Northwestern University, nos EUA, afirmam que o uso de luz infravermelha pode estimular nervos do ouvido, reduzindo problemas de audição. Em estudo publicado na revista New Scientist, eles destacam que o uso da luz obteve melhores resultados contra a surdez do que implantes cocleares (ou "ouvidos biônicos") em testes com roedores. Os cientistas usaram luzes infravermelhas para estimular os nervos de preás surdos e mapearam a atividade neurológica entre o ouvido interno e o cérebro; descobrindo que o processo com as luzes foi mais detalhado do que o produzido com os eletrodos do ouvido biônico. Os autores agora estão trabalhando para produzir aparelhos óticos que poderiam ser implantados em ouvidos de surdos. Porém, especialistas alertam que pode demorar mais de uma década para esse dispositivo se tornar disponível.
O vinho tinto, muitas vezes associado a benefícios cardiovasculares, pode ajudar também a proteger contra a doença de Alzheimer, segundo estudo da Universidade da Califórnia, nos EUA. De acordo com os autores, compostos antioxidantes chamados polifenóis, presentes no vinho, podem bloquear a formação das placas tóxicas que destroem as células cerebrais, além de reduzir o efeito tóxico daquelas já existentes. No estudo, os cientistas trataram, em laboratório, a proteína amilóide-beta, associada à doença, com um composto polifenol extraído de sementes de uvas, e monitoraram como essas proteínas se uniam para formar a placa que mata as células nervosas. E os autores concluíram que “se as proteínas amilóide-beta não conseguem se unir, os agregados tóxicos não podem ser formados e, assim, não há efeito tóxico”. Mais estudos são necessários para determinar o efeito em humanos.
Um novo estudo da Universidade de Exeter, no Reino Unido, traz esperança para aqueles que querem controlar seu desejo excessivo por chocolates. Segundo os especialistas, a prática de caminhadas pode reduzir essa fissura por chocolates, ajudando a emagrecer. No estudo, foram avaliadas 25 pessoas que se descreviam como “comedores regulares de chocolate” – que consumiam pelo menos duas barras de
O brócolis e outros vegetais crucíferos, como a couve-flor, parecem oferecer proteção especial para os fumantes contra o câncer, segundo estudo apresentado, esta semana, no encontro da Associação Americana para Pesquisa do Câncer. Avaliando 948 pessoas com câncer e mais de 1,7 mil sem a doença, pesquisadores descobriram que aqueles que comiam os vegetais, principalmente crus, tinham de 20% a 55% menos chances de ter câncer, comparados com aqueles que raramente comiam esses alimentos. Porém efeitos significativos foram observados apenas em fumantes e ex-fumantes. Os autores acreditam que compostos antioxidantes chamados isotiocianatos, presentes nesses vegetais, possam ser os responsáveis pela proteção. Eles destacam, porém, que os resultados não são fortes o suficientes para recomendar o brócolis como prevenção; o melhor mesmo é parar de fumar.
Adotar a prática diária de exercícios e uma dieta rica em cálcio pode ajudar a combater a síndrome metabólica – conjunto de fatores de risco para doenças cardiovasculares, incluindo obesidade abdominal, pressão alta e baixos níveis de “bom” colesterol (HDL) – segundo estudo publicado no American Journal of Health Promotion. Realizado através de entrevistas por telefone com mais de 5 mil pessoas, o estudo mostrou que aqueles que faziam pouco ou nenhum exercício tinham duas vezes maior risco de desenvolver a condição; e aqueles que não comiam alimentos ricos em cálcio regularmente tinham 1,5 vezes maior risco de ter síndrome metabólica. Entre os participantes, 16% tinham a síndrome, que seria mais prevalente em idosos, pessoas de menor renda e escolaridade, com menor nível de atividades físicas, menor consumo de cálcio, hipertensão e hipercolesterolemia.
Pessoas com pressão alta que dormem pouco apresentam maior risco de doença cardíaca e derrame, segundo pesquisa japonesa publicada no Archives of Internal Medicine. Avaliando mais de 1,2 mil japoneses com hipertensão, os pesquisadores descobriram que aqueles que dormiam menos de 7,5 horas por noite tinham 68% maior risco de sofrer um infarto ou derrame ou de morrer de parada cardíaca em um período de quatro anos. E o risco era particularmente alto – mais de quatro vezes maior – entre aqueles que, além de dormir pouco, não tinham a redução da pressão que normalmente ocorre durante a noite. Os autores acreditam que a falta de sono leva a uma aumento da atividade do sistema nervoso durante o dia, o que poderia “forçar” o sistema cardiovascular. Por isso, eles recomendam que os médicos avaliem os hábitos de sono desses pacientes.
O uso de estatinas, medicamentos para o controle do colesterol, reduz drasticamente as taxas de morte, infarto e derrame em pacientes com níveis saudáveis de colesterol, mas que apresentam altos níveis de um indicador inflamatório no sangue, chamado de proteína C-reativa (PCR). Avaliando quase 18 mil pacientes, o estudo JUPITER indicou que o uso de estatinas reduziu em 54% os ataques cardíacos, em 48% os derrames, e em 46% a necessidade de angioplastia (cirurgia para desobstrução de artérias) em menos de dois anos. Houve também redução de 20% nos riscos de morte. De acordo com especialistas, os resultados devem mudar consideravelmente as diretrizes de prevenção, passando a indicar estatinas, mesmo se os níveis de colesterol estiverem bons, para pacientes com alta sensibilidade à PCR.
Um estudo publicado, nesta quinta-feira, no The New England Journal of Medicine indica que não apenas a gordura corporal total, mas também sua distribuição pelo corpo, determina o risco de uma pessoa morrer em um determinado período. Analisando dados de mais de 359 mil pessoas de nove países europeus, os pesquisadores confirmaram que a circunferência da cintura, que indica gordura abdominal, e a relação cintura-quadril são indicadores independentes de mortalidade. Durante o acompanhamento de mais de nove anos, mais de 14 mil participantes morreram. Os homens com maior circunferência da cintura tinham risco de morte duas vezes maior, enquanto os participantes com maior relação cintura-quadril tinham 68% maior risco de morrer. Entre as mulheres, esse risco era 78% e 51% maior, respectivamente, comparadas com aquelas com menores medidas.
Um estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) indica que exercícios com pesos reduz os riscos dos idosos desenvolverem diabetes tipo 2 (tipo não-hereditário, associado à obesidade e ao sedentarismo). Os pesquisadores submeteram 10 homens acima de 60 anos, sedentários e saudáveis, ao treinamento com pesos durante 16 semanas e comparou o resultado com um grupo controle de oito idosos. E observaram que a musculação reduzia os riscos de desenvolvimento da resistência à insulina, estágio prévio da doença – o grupo treinado apresentou índice de Homeostasis Model Assesment abaixo de 2,71, recomendado para manter os idosos fora do potencial desenvolvimento da doença. Além disso, houve aumento da força muscular e redução na gordura corporal nesse grupo, o que também contribui para menor risco de diabetes.
Pessoas infelizes passam mais tempo na frente da televisão, segundo estudo da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. Avaliando, por 30 anos, cerca de 30 mil adultos, os pesquisadores descobriram que as pessoas mais felizes eram mais socialmente ativas, prestavam mais serviços religiosos, votavam com mais freqüência e liam mais jornais. Em contraste, as infelizes relatavam mais tempo livre indesejável (51%, contra 19% das “muito felizes”) e assistiam 20% mais TV no tempo livre, independentemente de escolaridade, renda e estado civil. Esses dados, confrontados com estudos anteriores que indicam que a televisão é bem classificada como passatempo quando as pessoas estão assistindo, indicam que “a TV pode oferecer aos telespectadores um prazer de curto prazo, mas às custas de um mal-estar de longo-prazo”. Porém, ainda não está claro se a felicidade leva as pessoas a ver menos TV, ou se o tempo em frente à TV leva à infelicidade.
Mulheres com idades entre 27 e 44 anos que fumam são duas vezes mais propensas a sofrer tensão pré-menstrual, principalmente sintomas relacionados aos hormônios, como dores nas costas, seios inchados e doloridos e acne, segundo estudo da Universidade de Massachusetts, nos EUA. De acordo com os autores, até 20% das mulheres apresentam síndrome pré-menstrual severa o suficiente para afetar suas relações sociais e atividades normais. E o fumo está relacionado com mudanças hormonais e até com um maior risco de TPM. Comparando mais de mil enfermeiras que desenvolveram a síndrome com quase duas mil que não tinham TPM, os pesquisadores notaram que as fumantes tinham 2,1 vezes maior probabilidade de ter TPM, comparadas com as não-fumantes. E o risco aumentava com a quantidade de cigarros fumados, e quanto mais cedo se adquiria o vício.
Pessoas muito individualistas são mais propensas a ter problemas com bebidas alcoólicas, segundo estudo da Universidade do Texas, nos EUA. Os pesquisadores compararam o consumo de cerveja e outras bebidas alcoólicas entre países e entre estados americanos. E descobriram que quanto mais os habitantes de uma região específica valorizam o individualismo, maior é o consumo de álcool, independentemente de renda, clima, gênero e religião. As análises mostraram que pessoas de mentalidade mais interdependente são menos propensas a consumir álcool em excesso quando estão acompanhados. “Os resultados sugerem que pessoas com orientações culturais coletivistas tendem a ser mais motivadas a controlar as tendências impulsivas de consumo do que aquelas com orientações culturais individualistas”, escreveram os autores.
Uma vitamina encontrada em carnes, peixes e batatas pode ajudar a proteger o cérebro dos efeitos da doença de Alzheimer e melhorar a memória, inclusive, de pessoas saudáveis, segundo estudo da Universidade da Califórnia, nos EUA. Em testes com ratos, os cientistas descobriram que a vitamina B3 reduzia os níveis cerebrais de uma proteína ligada aos danos da doença – a
Comer peixes duas vezes por semana pode ajudar os diabéticos a prevenir doença renal – uma das complicações mais sérias da doença – segundo estudo publicado na edição de novembro do American Journal of Kidney Diseases. Avaliando a dieta de mais de 22 mil pessoas de meia-idade, sendo 517 com diabetes, os pesquisadores descobriram que os diabéticos que relataram comer peixe mais de uma vez por semana tinham consideravelmente menos chances de ter proteínas na urina – sinal precoce de doença renal. A condição, conhecida como macroalbuminúria, pode piorar os danos nos rins e aumentar os riscos de infartos. E os resultados mostraram que 18% dos diabéticos que não comiam peixe regularmente tinham a condição, contra apenas 4% dos consumidores do alimento. Mais estudos são necessários.
Pessoas que bebem demais, em qualquer idade, enfrentam um maior risco de demência na terceira idade, incluindo doença de Alzheimer, segundo especialistas britânicos. Em artigo publicado no British Journal of Psychiatry, os psiquiatras Susham Gupta e James Warner destacam que o problema é tão sério que as garrafas de bebidas alcoólicas deveriam ter alertas similares aos dos maços de cigarro. De acordo com os especialistas, o abuso de álcool pode ser responsável por até um quarto dos casos de Alzheimer, porém, por ser um risco de longo prazo, aqueles que abusam, normalmente, desconhecem os danos que as bebidas podem causar no tecido cerebral mais tarde. Por isso, e pelo fato de as iniciativas para educar as pessoas sobre os riscos serem impopulares, os autores defendem a adoção de políticas similares àquelas usadas no combate aos problemas de saúde causados pelo tabagismo.
Um estudo da Universidade do Colorado, nos EUA, indica que a mão humana abriga mais bactérias do que se pensava e que as mulheres têm uma maior variedade de bactérias na palma da mão do que os homens. Usando técnicas avançadas de seqüenciamento de genes para avaliar 102 mãos, os cientistas descobriram que uma mão tem, em média, 150 tipos diferentes de bactérias entre as mais de 4,7 mil espécies identificadas. Porém, apenas cinco espécies eram compartilhadas entre os 51 participantes, com diferenças, inclusive, entre a palma da mão direita e da esquerda de uma mesma pessoa (apenas 17% dos mesmos tipos de bactérias estariam nas duas mãos). Segundo os autores, a maior variedade na mão das mulheres pode se dever ao fato dos homens terem pele mais acídica, ou pelas diferenças no suor, glândulas oleosas, hormônios ou até na diferença no uso de cosméticos. Eles lembram que a maioria das bactérias não são danosas e até protegem contra doenças.
Pessoas com problemas renais normalmente sofrem problemas cognitivos, mas o fato de receber um novo rim pelo transplante pode melhorar seu desempenho mental, segundo estudo apresentado, nesta semana, no encontro anual da Sociedade de Nefrologia, nos EUA. Avaliando o desempenho cognitivo de 60 pacientes com doença renal avançada – 37 que receberam o transplante – os pesquisadores da Universidade de Pittsburgh notaram que, após o recebimento de um novo rim, houve melhora significativa no desempenho em testes de aprendizado verbal e memória, atenção e linguagem. E os mesmos resultados não foram observados em pacientes que não foram submetidos a transplantes, que, na verdade, apresentaram declínio cognitivo com o passar do tempo.





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