.
Tangerinas podem ajudar a reduzir gordura corporal, sugere estudo
Um estudo recente da Administração do Desenvolvimento Rural, órgão governamental da Coréia do Sul, indica que as tangerinas podem ajudar a reduzir a gordura abdominal e a localizada em torno do fígado, segundo reportagem do jornal coreano Chosun. Avaliando estudantes do ensino fundamental que eram muito obesos, os pesquisadores descobriram que os 30 participantes que consumiram uma bebida à base da fruta e se exercitaram regularmente por dois meses perderam, em média, 1,5% da gordura corporal, o que não foi conseguido por aqueles que apenas se exercitaram. Além disso, testes com ratos teriam indicado que os animais injetados com um concentrado de tangerina por dois meses teriam 59% menos gordura abdominal e seriam 45% mais leves. E, em ratos com "fígado gorduroso", o mesmo procedimento teria ajudado a recuperar o órgão. Eles estão, agora, tentando desenvolver uma bebida de tangerina para prevenção da obesidade.
Escrito por Juniata às 15h57
O consumo moderado de bebidas alcoólicas pode reduzir os riscos de desenvolver doença de Alzheimer e outros problemas cognitivos, segundo estudo que será publicado na edição de fevereiro de 2009 da revista Alcoholism: Clinical and Experimental Research. Os pesquisadores da Universidade Loyola, nos EUA, examinaram 44 estudos sobre o assunto, e observaram que, em mais da metade, pessoas que bebiam vinho, cerveja e licor moderadamente (uma dose ou menos por dia para as mulheres, e uma ou duas doses para os homens) apresentavam menor risco de demência do que aqueles que não consumiam álcool. Os autores alertam para os perigos para a saúde do consumo excessivo de álcool, e destacam que há outras formas de reduzir os riscos de declínio cognitivo, incluindo exercícios, chá verde, e uma alimentação rica em frutas, hortaliças e cereais.
Para aqueles que querem melhorar o desempenho do cérebro, incluindo a memória e o processamento mental, uma boa pedida é acrescentar vinho, chocolate e chás à tradicional ceia de natal. Segundo estudo publicado no Journal of Nutrition, esses alimentos, que contêm compostos antioxidantes conhecidos como flavonóides, podem melhorar a performance cognitiva. Avaliando mais de 2 mil pessoas com idades entre 70 e 74 anos, eles descobriram que aqueles que consumiam chocolates, vinhos ou chás tinham significativamente melhor desempenho em testes cognitivos. Apesar de estudos anteriores também indicarem que pessoas que consomem flavonóides em maiores quantidades têm menor incidência de demência, os autores destacam que mais estudos são necessários para confirmação. E recomendam moderação, principalmente no consumo do vinho.
A acupuntura tradicional e a sham (sem a penetração de agulhas) podem ajudar a aliviar a dor pélvica em mulheres grávidas, segundo estudo publicado na revista BJOG International. De acordo com especialistas, cerca de 30% das gestantes sofre dores pélvicas, que é uma das principais causas de incapacidade e afastamento do trabalho durante a gestação. Avaliando 115 gestantes com dores pélvicas, os pesquisadores observaram que oito semanas de tratamento tanto com a acupuntura genuína, quanto com a "falsa" reduzia as dores das participantes. Segundo os autores, mesmo a terapia que não envolve penetração na pele pode ser considerada um estímulo sensorial pelo toque, ativando fibras nervosas; isso explicaria porque a "falsa" acupuntura também induziria respostas fisiológicas, reduzindo o desconforto. Porém mais mulheres que fizeram a acupuntura verdadeira permaneceram trabalhando e realizando as tarefas diárias.
Um estudo publicado no American Journal of Epidemiology apresenta mais evidências de que dormir demais ou muito pouco pode ser prejudicial para o coração. Avaliando mais de 58 mil chineses a partir de 45 anos de idade que viviam em Cingapura, os pesquisadores descobriram que aqueles que dormiam menos de cinco horas por noite ou mais de nove horas eram mais propensos a morrer de doença cardiovascular (57% e 79% maior risco, respectivamente) do que os participantes que dormiam sete horas por noite. Eles notaram que aqueles que dormiam demais ou muito pouco tinham mais fatores de risco, como tabagismo e alimentação pobre em vegetais e rica em gorduras. Mas , ajustando os resultados com esses fatores de risco, houve uma relação independente entre horas de sono e problemas cardiovasculares. Os resultados mostraram também que diabetes e hipertensão, por estarem associadas às duas condições, podem ajudar a explicar essa relação.
Um estudo da Universidade de Michigan, nos EUA, indica que as americanas que trocam a alimentação tradicional pela dieta mediterrânea ingerem o dobro de frutas e vegetais. A dieta mediterrânea é rica em frutas, verduras, legumes, peixes, cereais, e inclui vinho e azeite de oliva. No estudo, os pesquisadores deram conselhos nutricionais a 69 mulheres e as dividiram em dois grupos - no primeiro, as participantes mantiveram a alimentação normal; e, no segundo, nutricionistas montaram um plano alimentar com base em alimentos comuns na dieta mediterrânea, mas sem mudar a quantidade de calorias e gorduras ingeridas. E as mulheres que seguiram o plano nutricional alcançaram os objetivos da dieta em três meses, consumindo o dobro de vegetais e aumentando em 48% o consumo das gorduras "benéficas" monoinsaturadas.
Se você pretende aproveitar o feriado de natal para dormir um pouco mais, a sua escolha pode ser benéfica para o coração. Segundo um estudo da Universidade de Chicago publicado esta semana, pessoas de meia-idade que dormem um pouco mais têm menor incidência de calcificação da artéria coronária, que leva à doença cardíaca. Avaliando, durante cinco anos, 495 pessoas saudáveis com idades entre 35 e 47 anos, os pesquisadores notaram que a incidência da calcificação na artéria aumentava de 6% em pessoas que dormiam mais de sete horas por noite para 11% naqueles que dormiam entre cinco e sete horas. E, entre aqueles que dormiam menos de cinco horas a incidência do problema cardiovascular foi de 27%. Apesar de mais estudos serem necessários para confirmação, os autores recomendam, para a saúde geral, que as pessoas durmam pelo menos seis horas por noite.
Um treinamento de resistência do corpo inteiro, como a musculação, pode ser o segredo para aliviar dores lombares crônicas, segundo estudo da Universidade de Alberta, no Canadá. Em estudo com 27 pessoas que sofriam essas dores nas costas, os participantes apresentaram uma melhora de 60% na dor e na função física após participarem de um programa de 16 semanas de musculação. Por outro lado, exercícios aeróbicos, como caminhada ou corrida, foram responsáveis por uma melhora de apenas 12% nas dores lombares. Além disso, o grupo da musculação melhorou sua força muscular, resistência e flexibilidade; ganhou 1,2% de massa muscular; e perdeu 15% de gordura. De acordo com os autores, "qualquer atividade que faça você se sentir melhor é algo que se deve perseguir, mas a pesquisa indica que temos melhores resultados no controle da dor com o treinamento de resistência".
Apresentar pelo menos três de cinco fatores de risco para doenças cardiovasculares - obesidade abdominal, hipertensão, glicose alta, nível de triglicérides alto e baixos níveis de "bom" colesterol (HDL) - pode também aumentar as chances dos diabéticos desenvolverem doença renal crônica. Essa foi a conclusão de um estudo da Universidade Chinesa de Hong Kong, que avaliou mais de 5,8 mil adultos chineses com diabetes tipo 2. Na pesquisa, os especialistas descobriram que o risco de problemas renais aumenta com o aumento do número de componentes da síndrome metabólica apresentada pelos diabéticos. Só de ter a síndrome (pelo menos três componentes), o risco de doença renal aumentaria em 31%. Aqueles que tinham quatro componentes tinham 1,6 vezes maior risco, enquanto aqueles com cinco fatores de risco cardiovascular tinham 2,3 vezes maiores chances de ter doença renal.
Um estudo da Universidade Nacional de Seul, na Coréia do Sul, indica que um aditivo comum em alimentos processados, incluindo carnes, queijos, bebidas e biscoitos industrializados, pode alimentar tumores do pulmão acelerando seu crescimento. Em testes com ratos, os pesquisadores descobriram que o consumo excessivo de fosfatos inorgânicos estimula o desenvolvimento do câncer de pulmão. Esse composto afetaria o gene Akt, envolvido nesse câncer e suprimiria outro que retarda o desenvolvimento de tumores. Os especialistas destacam que os fosfatos são importantes para a nutrição humana, mas é possível que alguns estejam exagerando, consumindo mais de mil miligramas por dia. E os resultados do estudo indicam que restringir esses componentes da dieta pode ajudar na prevenção e no tratamento do câncer de pulmão. Porém, estudos clínicos em humanos são necessários para confirmação.
Um médico e vinicultor australiano afirma ter criado o vinho mais saudável do mundo, capaz de "limpar as artérias sangüíneas e ajudar a prevenir infartos, derrames e diabetes em 50%. A fórmula consiste em adicionar doses extras de um polifenol antioxidante extraído das casca da uva conhecido como resveratrol - associado, por diversos estudos, a propriedades terapêuticas, como prevenção a problemas cardiovasculares e redução do declínio cognitivo com o envelhecimento. Nos vinhos convencionais, porém, há pouca quantidade desse composto - de três a seis miligramas por litro nos tintos e apenas um miligrama nos brancos -; por isso, a cada litro de vinho o pesquisador Philip Norrie adiciona até 100 vezes mais resveratrol do que o normal, segundo ele, sem alterar aroma e sabor. Especialistas destacam, porém, a importância da moderação no consumo de álcool e do resveratrol.
Compostos antioxidantes chamados polifenóis presentes no azeite de oliva extra-virgem pode suprimir a expressão excessiva do gene HER2 do câncer de mama, segundo estudo publicado na revista científica BMC Cancer. Em testes laboratoriais, pesquisadores espanhóis avaliaram a ação de frações do óleo em células de câncer de mama. E descobriram que todas as frações que continham os principais polifenóis do azeite extra-virgem - lignanos e secoiridoides - inibiam o gene HER2, conhecido por promover o crescimento das células doentes. Apesar de desvendar os mecanismos de proteção do azeite de oliva contra o câncer, os cientistas sugerem cuidados ao transferir os resultados para a vida real, pois os compostos ativos apresentaram efeitos anti-tumorais apenas "em concentrações que são improváveis de serem alcançadas na vida real com o consumo de azeite".
A capacidade de reprogramar células para que elas se comportem de forma mais úteis para os cientistas - como células-tronco embrionárias - foi eleito o avanço científico de 2008 pela revista americana Science. Tudo começou no final do ano passado, quando cientistas japoneses conseguiram reprogramar células. E, neste ano, eles começaram a provar que essas células podiam atuar como aquelas que são extraídas de embriões, o que poderia eliminar as barreiras éticas que atrapalham as pesquisas com células-tronco em vários países. A partir dessa pesquisa, foram criados os primeiros modelos de células que simulam o comportamento de algumas doenças; um grupo de cientistas conseguiu transformar células da pele em neurônios e células gliais que sofriam esclerose; e outra equipe desenvolveu células com dez doenças diferentes. Tudo isso traz a esperança da descoberta de novos tratamentos para doenças devastadoras e incuráveis.
Sobreviventes do câncer de mama que comem muito mais frutas e verduras do que o recomendado podem cortar, em aproximadamente um terço, o risco de os tumores retornarem, segundo estudo da Universidade da Califórnia em Davis, EUA, divulgado esta semana. De acordo com os autores, esse efeito ocorreu apenas em mulheres que não apresentavam ondas de calor após o tratamento, sugerindo que esses alimentos agem no estrógeno - hormônio associado ao câncer de mama mais comum. A pesquisa avaliou dados de 3 mil pacientes com câncer de mama - metade passou a comer dez porções de frutas e verduras, mais fibras e menos gordura do que o recomendado nos EUA; e a outra metade seguiu a recomendação de cinco porções diárias. E os resultados indicaram que, entre as que comeram mais frutas e verduras, houve recorrência da doença em apenas 16%, contra 23% daquelas que seguiram as diretrizes nutricionais.
A adoção de piores hábitos do estilo de vida pode explicar porque pessoas com depressão e ansiedade enfrentam um maior risco de doença cardíaca e derrame, segundo estudo britânico publicado nesta semana no Journal of the American College of Cardiology. Acompanhando, por sete anos, quase 6,6 mil adultos de meia-idade, os pesquisadores notaram que aqueles que estavam sob maior sofrimento psicológico no início do estudo eram 54% mais propensos a desenvolver problemas cardiovasculares. Com a avaliação de outros fatores, descobriram que os hábitos do estilo de vida poderiam ser responsáveis por grande parte (2/3) dessa relação - "pacientes com sofrimento psicológico eram mais propensos a fumar e a fazer pouca atividade física", fatores de risco para doenças cardiovasculares. Por isso, eles recomendam que os médicos prestem atenção ao estilo de vida desses pacientes para prevenir problemas cardiovasculares.
Pacientes com câncer de mama que usam hidratantes na pele podem estar aumentando seus níveis de estrógeno - hormônio associado ao câncer - sem se dar conta disso, aumentando os riscos de recorrência da doença, segundo estudo apresentado neste mês em um simpósio em San Antonio, EUA. Avaliando 16 cremes hidratantes largamente utilizados, os pesquisadores notaram que nenhum deles apresentava o composto na sua lista de ingredientes. Porém seis amostras continham, em sua fórmula, estriol e estrona - dois dos mais importantes estrógenos produzidos no corpo humano. A pesquisadora Adrienne Olson, da organização Breastlink, destaca que os estrógenos aplicados na pele são absorvidos de forma mais eficiente do que os tomados oralmente. Por isso, ela recomenda que as mulheres com câncer de mama associado ao hormônio evitem aplicar estrógeno na pele para minimizar o risco de recorrência. E os riscos se estenderiam às mulheres saudáveis.
Um estudo da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia indica que a prática de atividades físicas pode proteger, por mais de uma década, contra dores e desconfortos músculo-esqueléticos. Os pesquisadores avaliaram dados de mais de 39 mil pessoas que responderam, entre os anos de 1984 e 1986, a questões sobre atividades físicas; e, onze anos depois, a questões sobre queixas osteomusculares crônicas (dores que duraram mais de três meses no ano anterior à pesquisa). E notaram que as pessoas que se exercitavam no início do estudo eram 9% menos propensas a ter as queixas osteomusculares crônicas, comparadas com os sedentários. Aqueles que se exercitavam três ou mais vezes por semana tinham 28% menos chances de ter dores crônicas generalizadas. Mais estudos são necessários para ver se as queixas são causa ou conseqüência da inatividade.
Exercícios aeróbicos, como a caminhada e a corrida, são mais eficazes em inibir o apetite do que as atividades anaeróbicas, como a musculação, segundo estudo publicado nesta sexta-feira na revista da Sociedade Americana de Fisiologia. Segundo os autores, passar 60 minutos na esteira afeta a liberação de dois hormônios reguladores do apetite, enquanto 90 minutos de musculação são associados à liberação de apenas um deles. Avaliando 11 homens jovens que realizaram diferentes rotinas de exercícios ao longo de vários dias, os pesquisadores descobriram que sessões na esteira provocavam queda na grelina (hormônio estimulador do apetite) e não alteravam significativamente os níveis do peptídeo YY (inibidor do apetite). Com base em questionários sobre fome após as atividades, os autores notaram também que ambos os tipos de exercícios inibiam o apetite, mas os aeróbicos tinham ação mais duradoura.
Um novo estudo publicado no Journal of the American Geriatrics Society oferece mais evidências de que beber moderadamente pode ser benéfico para o cérebro de mulheres idosas. Avaliando quase 6 mil pessoas com idades entre 70 e 82 anos, pesquisadores da Universidade de Glasgow, na Escócia, descobriram que as mulheres que tomavam de uma a sete doses de bebidas alcoólicas por semana tinham melhor função cognitiva do que aquelas que não bebiam. Após três anos de acompanhamento, as idosas que bebiam moderadamente tiveram menos declínio cognitivo e problemas de memória. Entre os homens, não houve essa associação. Os autores acreditam que uma das explicações para essa diferença de gênero seria o fato de a mulher ter maiores níveis de estrógenos, que poderia proteger o cérebro. E eles destacam que o segredo é a moderação, pois beber em excesso pode ter efeito contrário.
Pessoas com sobrepeso ou obesas são mais propensas a ter dores de cabeça severas e enxaquecas, segundo estudo dos Centros de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC). Avaliando mais de 7 mil adultos americanos, os pesquisadores descobriram que estar acima do peso aumenta em aproximadamente 1,3 vezes as chances de ter dores de cabeça. E, segundo especialistas, as mulheres são mais propensas a apresentar cefaléia ou enxaqueca - no estudo 28% delas apresentavam o problema, contra apenas 15% dos homens. Com isso, os pesquisadores recomendam controle de peso como uma estratégia para o combate às cefaléias, ou dores de cabeça. Porém, mais estudos são necessários para investigar se há relação causal e quais os mecanismos responsáveis por essa relação.
Uma variação genética que vêm sendo associada à obesidade - o gene FTO - parece não regular a queima de calorias, mas pode influenciar o tipo e a quantidade de alimentos consumidos, segundo estudo publicado no New England Journal of Medicine. Avaliando quase 3 mil crianças com idades entre quatro e dez anos, pesquisadores escoceses descobriram que a variação genética estava associada com o aumento do peso em todas as crianças. E um subgrupo apresentou, ainda, uma associação do gene com maior gordura corporal. Os pesquisadores não encontraram uma diferença metabólica entre os participantes com a variação genética e aqueles sem ela, indicando que o gene não afeta a queima de gorduras. Mas a mutação foi associada ao aumento do consumo de calorias, sugerindo que o controle do consumo poderia prevenir o desenvolvimento da obesidade relacionada ao FTO.
Escovar os dentes dos pacientes internados - incluindo aqueles que se encontram inconscientes - três vezes ao dia pode reduzir em até 50% os casos de pneumonia que começam nos hospitais, segundo enfermeiros do The Chaim Sheba Medical Center, em Israel. "A pneumonia é um grande problema nos hospitais em todo lugar, até no mundo desenvolvido", destacaram os pesquisadores. "Pacientes entubados podem ser contaminados com pneumonia apenas dois ou três dias após o tubo ser colocado no lugar, mas a pneumonia pode ser prevenida de forma eficaz se as medidas certas forem tomadas". Eles ressaltam que, enquanto o estudo mostrou uma redução significativa da incidência de pneumonia com a escovação, é difícil quantificar precisamente o efeito dessa medida. Mas defendem que a higiene bucal desses pacientes deveria se tornar uma rotina como medida de prevenção.
A depressão, a ansiedade e o hábito de fumar podem inibir o desenvolvimento ósseo das meninas durante a adolescência, segundo estudo da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos. De acordo com os autores, a incapacidade de obter a densidade óssea máxima durante a adolescência, quando cerca de 40% a 50% da massa óssea é atingida nas garotas, pode aumentar a vulnerabilidade à perda óssea e à osteoporose mais tarde. Avaliando 207 meninas com idades de 11, 13, 15 e 17 anos - 47% já haviam fumado alguma vez, ou fumavam diariamente -, os pesquisadores observaram uma associação significativa entre altos níveis de sintomas depressivos e menor conteúdo mineral ósseo total. Estados de ansiedade também afetariam o desenvolvimento ósseo, mas apenas em garotas brancas. E o tabagismo foi associado a maiores níveis de depressão e ansiedade, o que afetaria a saúde óssea.
Um estudo italiano que será publicado na edição de janeiro da American Journal of Clinical Nutrition associa o consumo moderado de vinho tinto a maiores níveis de ômega-3 - ácido graxo com efeitos protetores contra doença cardíaca coronariana - no sangue. Avaliando mais de 1,6 mil pessoas em Londres, na cidade belga de Limburg e na italiana Abruzzo, os especialistas observaram que aquelas que tomavam vinho moderadamente - uma taça por dia para as mulheres e duas para os homens - tinham maiores concentrações de ômega-3 no plasma e nas células vermelhas do sangue, independentemente do consumo de peixe. O estudo sugere que outras bebidas alcoólicas, como cerveja e licor, também teriam essa propriedade, mas com efeito bem menor do que o do vinho. Os autores alertam, porém, para os perigos do consumo excessivo.
Pessoas que, de vez em quando, abusam das bebidas alcoólicas podem ter um maior risco, em longo-prazo, de sofrer um derrame, segundo estudo do Instituto Nacional de Saúde Pública da Finlândia. De acordo com os autores, enquanto o consumo moderado de álcool é associado a um menor risco de infarto e derrame, beber em excesso regularmente tem o efeito oposto; e, agora, a pesquisa mostra que há uma ligação também entre as "bebedeiras" esporádicas e derrames. Esses episódios seriam caracterizados pelo consumo, de uma vez, de seis doses ou mais para homens e quatro ou mais para as mulheres. Acompanhando, por dez anos, quase 16 mil pessoas com idades entre 25 e 64 anos, os pesquisadores descobriram que aqueles que admitiram exagerar de vez em quando eram 39% mais propensos a sofrer um derrame pela primeira vez, comparados com aqueles que não tinham episódios de "bebedeira", independentemente dos padrões gerais de consumo de álcool. Os autores destacam que isso pode ser explicado pelos efeitos de curto-prazo, como aumento na pressão, na coagulação do sangue e distúrbios no ritmo cardíaco.
Os exercícios físicos podem ajudar os idosos a prevenir o declínio cognitivo e problemas de memória aumentando o fluxo sangüíneo no cérebro, segundo pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA. Em estudo com 12 pessoas saudáveis com idades entre 60 e 80 anos, eles observaram que a prática regular de exercícios está associada ao aumento no número total de vasos no cérebro e com um aumento do fluxo sangüíneo nas três principais artérias cerebrais. E isso traria benefícios para as áreas que controlam funções como a consciência, a memória, a resposta emocional e a linguagem. Avaliando imagens de ressonância magnética, os especialistas descobriram que aqueles que, por dez anos ou mais, haviam se exercitado cerca de três horas por semana em atividades aeróbicas tinham maior número de pequenos vasos (150, contra 100 dos sedentários) e maior fluxo sangüíneo no cérebro.
Pessoas que sofrem de rinite alérgica podem conseguir um alívio nos sintomas se acrescentarem sessões de acupuntura em seu tratamento, segundo estudo liderado pela Charite University, na Alemanha. Avaliando mais de 5 mil adultos com alergia nasal, os pesquisadores notaram que aqueles que fizeram sessões da tradicional terapia chinesa com agulhas, junto ao tratamento convencional, apresentaram melhores resultados na redução dos sintomas em três meses. Esses pacientes apresentaram os maiores ganhos em qualidade de vida - menos coceira no olho, menos corrimento nasal e melhor sono. Alguns estudos trazem evidências de que a acupuntura pode influenciar a atividade do sistema imunológico, o que, em teoria, poderia ajudar a explicar os benefícios para aqueles que sofrem de rinite alérgica.
Idosos com sintomas de depressão parecem ser mais propensos a ganhar gordura abdominal, mas não aumentar a obesidade geral, segundo estudo da VU University, na Holanda. Os resultados de uma pesquisa de cinco anos sugerem que "pode haver um mecanismo patofisiológico que liga a depressão ao acúmulo de gordura visceral" e "pode ajudar a explicar porque a depressão aumenta os riscos de diabetes e doença cardiovascular". Os pesquisadores avaliaram mais de 2 mil pessoas com idades entre 70 e 79 anos. E, considerando fatores demográficos, outras doenças e obesidade geral, descobriram que a depressão praticamente duplicava a probabilidade de ganhar gordura visceral. Por outro lado, a depressão não foi associada à obesidade total. Por causa dessa relação, os especialistas sugerem que os médicos estejam atentos a essa tendência dos depressivos, para prevenir problemas cardíacos.
Aproximadamente 5% dos adultos americanos sofrem de depressão ou ansiedade persistentes, mas poucos recebem o tratamento adequado, segundo estudo da Universidade da Califórnia. De acordo com os especialistas, a estimativa nacional indica uma prevalência de depressão e ansiedade de 4,7%. E, avaliando mais de 1,6 mil adultos com esses distúrbios, os pesquisadores descobriram que apenas 12% dos pacientes recebem medicação e aconselhamento. Outro dado preocupante é que 51% dos pacientes no estudo chegaram a apresentar pensamentos suicidas. Por isso, segundo os autores, "estratégias são necessárias para aumentar o uso e a intensidade do tratamento para pessoas com distúrbios depressivos e de ansiedade persistentes". "Isso pode requerer a melhora do acesso a especialistas em saúde mental", concluíram. 






Leia este blog no seu celular