.

Tangerinas podem ajudar a reduzir gordura corporal, sugere estudo

Um estudo recente da Administração do Desenvolvimento Rural, órgão governamental da Coréia do Sul, indica que as tangerinas podem ajudar a reduzir a gordura abdominal e a localizada em torno do fígado, segundo reportagem do jornal coreano Chosun. Avaliando estudantes do ensino fundamental que eram muito obesos, os pesquisadores descobriram que os 30 participantes que consumiram uma bebida à base da fruta e se exercitaram regularmente por dois meses perderam, em média, 1,5% da gordura corporal, o que não foi conseguido por aqueles que apenas se exercitaram. Além disso, testes com ratos teriam indicado que os animais injetados com um concentrado de tangerina por dois meses teriam 59% menos gordura abdominal e seriam 45% mais leves. E, em ratos com "fígado gorduroso", o mesmo procedimento teria ajudado a recuperar o órgão. Eles estão, agora, tentando desenvolver uma bebida de tangerina para prevenção da obesidade.

leia mais sobre a notícia no Chosun (em inglês)

 
 

.

Beber moderadamente pode proteger contra Alzheimer, sugere pesquisa

O consumo moderado de bebidas alcoólicas pode reduzir os riscos de desenvolver doença de Alzheimer e outros problemas cognitivos, segundo estudo que será publicado na edição de fevereiro de 2009 da revista Alcoholism: Clinical and Experimental Research. Os pesquisadores da Universidade Loyola, nos EUA, examinaram 44 estudos sobre o assunto, e observaram que, em mais da metade, pessoas que bebiam vinho, cerveja e licor moderadamente (uma dose ou menos por dia para as mulheres, e uma ou duas doses para os homens) apresentavam menor risco de demência do que aqueles que não consumiam álcool. Os autores alertam para os perigos para a saúde do consumo excessivo de álcool, e destacam que há outras formas de reduzir os riscos de declínio cognitivo, incluindo exercícios, chá verde, e uma alimentação rica em frutas, hortaliças e cereais.

leia mais sobre o estudo no ACER (em inglês)

 

 
 

.

Vinho, chocolate e chás podem ser benéficos para o cérebro

Para aqueles que querem melhorar o desempenho do cérebro, incluindo a memória e o processamento mental, uma boa pedida é acrescentar vinho, chocolate e chás à tradicional ceia de natal. Segundo estudo publicado no Journal of Nutrition, esses alimentos, que contêm compostos antioxidantes conhecidos como flavonóides, podem melhorar a performance cognitiva. Avaliando mais de 2 mil pessoas com idades entre 70 e 74 anos, eles descobriram que aqueles que consumiam chocolates, vinhos ou chás tinham significativamente melhor desempenho em testes cognitivos. Apesar de estudos anteriores também indicarem que pessoas que consomem flavonóides em maiores quantidades têm menor incidência de demência, os autores destacam que mais estudos são necessários para confirmação. E recomendam moderação, principalmente no consumo do vinho.

leia sobre a notícia em Science Daily (em inglês)

 
 

.

Acupuntura pode ajudar a aliviar dores pélvicas em gestantes

A acupuntura tradicional e a sham (sem a penetração de agulhas) podem ajudar a aliviar a dor pélvica em mulheres grávidas, segundo estudo publicado na revista BJOG International. De acordo com especialistas, cerca de 30% das gestantes sofre dores pélvicas, que é uma das principais causas de incapacidade e afastamento do trabalho durante a gestação. Avaliando 115 gestantes com dores pélvicas, os pesquisadores observaram que oito semanas de tratamento tanto com a acupuntura genuína, quanto com a "falsa" reduzia as dores das participantes. Segundo os autores, mesmo a terapia que não envolve penetração na pele pode ser considerada um estímulo sensorial pelo toque, ativando fibras nervosas; isso explicaria porque a "falsa" acupuntura também induziria respostas fisiológicas, reduzindo o desconforto. Porém mais mulheres que fizeram a acupuntura verdadeira permaneceram trabalhando e realizando as tarefas diárias.

leia mais sobre o estudo no BJOG (em inglês)

 
 

.

Medicamento contra tosse pode ajudar no tratamento de câncer de próstata?

Um ingrediente usado em medicamentos comuns para aliviar a tosse pode ser útil no tratamento de câncer de próstata avançado, segundo estudo publicado na revista Anticancer Research. Em testes com ratos, cientistas americanos notaram que a noscapina - usado em remédios para tosse há 50 anos - reduziu o crescimento de tumores em 60% e limitou sua disseminação em 65% sem efeitos colaterais danosos. Segundo os autores, esse componente, que é um derivado não-viciante do ópio, não pode ser patenteado, o que tem limitado seu potencial para testes clínicos. Como a noscapina é aprovada, em muitos países, como supressor da tosse, ela tem sido cada vez mais usada para o tratamento de diversos tipos de câncer, porém mais estudos são necessários. Para avaliar os efeitos anti-tumorais, os autores encorajam instituições cientificas a aproveitar o sucesso da pesquisa laboratorial realizando testes clínicos em humanos. 

leia mais sobre a notícia em EurekAlert (em inglês)

 

 
 

.

Estudo liga duração do sono ao risco de problemas cardíacos

Um estudo publicado no American Journal of Epidemiology apresenta mais evidências de que dormir demais ou muito pouco pode ser prejudicial para o coração. Avaliando mais de 58 mil chineses a partir de 45 anos de idade que viviam em Cingapura, os pesquisadores descobriram que aqueles que dormiam menos de cinco horas por noite ou mais de nove horas eram mais propensos a morrer de doença cardiovascular (57% e 79% maior risco, respectivamente) do que os participantes que dormiam sete horas por noite. Eles notaram que aqueles que dormiam demais ou muito pouco tinham mais fatores de risco, como tabagismo e alimentação pobre em vegetais e rica em gorduras. Mas , ajustando os resultados com esses fatores de risco, houve uma relação independente entre horas de sono e problemas cardiovasculares. Os resultados mostraram também que diabetes e hipertensão, por estarem associadas às duas condições, podem ajudar a explicar essa relação.

leia mais sobre o estudo no AJE (em inglês)

 
 

.

Massa muscular é essencial para os obesos enfrentarem o câncer

A chamada massa magra, ou massa muscular, pode ajudar as pessoas, incluindo os obesos, na luta contra o câncer, segundo estudo da Universidade de Alberta, no Canadá. Publicados no periódico Lancet Oncology, os resultados oferecem evidências de que a composição corporal cumpre um papel nas taxas de sobrevida, nas atividades físicas do paciente e até em sua reação à quimioterapia. Avaliando a tomografia de 250 pacientes obesos com câncer, os pesquisadores descobriram que aqueles com a chamada obesidade sarcopênica - com carência de músculos - viviam, em média, dez meses menos do que aqueles que tinham mais massa muscular. Esses também tinham maior propensão a ficarem de cama e terem pior função física. Com isso, os autores destacam a importância de se considerar a composição corporal do paciente para avaliar seu prognóstico.

leia mais sobre a notícia em Biomedicine (em inglês)

 
 

.

Dieta mediterrânea dobra ingestão de vegetais e reduz gorduras prejudiciais

Um estudo da Universidade de Michigan, nos EUA, indica que as americanas que trocam a alimentação tradicional pela dieta mediterrânea ingerem o dobro de frutas e vegetais. A dieta mediterrânea é rica em frutas, verduras, legumes, peixes, cereais, e inclui vinho e azeite de oliva. No estudo, os pesquisadores deram conselhos nutricionais a 69 mulheres e as dividiram em dois grupos - no primeiro, as participantes mantiveram a alimentação normal; e, no segundo, nutricionistas montaram um plano alimentar com base em alimentos comuns na dieta mediterrânea, mas sem mudar a quantidade de calorias e gorduras ingeridas. E as mulheres que seguiram o plano nutricional alcançaram os objetivos da dieta em três meses, consumindo o dobro de vegetais e aumentando em 48% o consumo das gorduras "benéficas" monoinsaturadas.

leia mais sobre o estudo no JADA (em inglês)

 
 

.

Dormir uma hora a mais pode proteger o coração, indica estudo

Se você pretende aproveitar o feriado de natal para dormir um pouco mais, a sua escolha pode ser benéfica para o coração. Segundo um estudo da Universidade de Chicago publicado esta semana, pessoas de meia-idade que dormem um pouco mais têm menor incidência de calcificação da artéria coronária, que leva à doença cardíaca. Avaliando, durante cinco anos, 495 pessoas saudáveis com idades entre 35 e 47 anos, os pesquisadores notaram que a incidência da calcificação na artéria aumentava de 6% em pessoas que dormiam mais de sete horas por noite para 11% naqueles que dormiam entre cinco e sete horas. E, entre aqueles que dormiam menos de cinco horas a incidência do problema cardiovascular foi de 27%. Apesar de mais estudos serem necessários para confirmação, os autores recomendam, para a saúde geral, que as pessoas durmam pelo menos seis horas por noite.

leia mais sobre o estudo em JAMA (em inglês)

 
 

.

Musculação ajuda a aliviar dores nas costa, diz estudo

Um treinamento de resistência do corpo inteiro, como a musculação, pode ser o segredo para aliviar dores lombares crônicas, segundo estudo da Universidade de Alberta, no Canadá. Em estudo com 27 pessoas que sofriam essas dores nas costas, os participantes apresentaram uma melhora de 60% na dor e na função física após participarem de um programa de 16 semanas de musculação. Por outro lado, exercícios aeróbicos, como caminhada ou corrida, foram responsáveis por uma melhora de apenas 12% nas dores lombares. Além disso, o grupo da musculação melhorou sua força muscular, resistência e flexibilidade; ganhou 1,2% de massa muscular; e perdeu 15% de gordura. De acordo com os autores, "qualquer atividade que faça você se sentir melhor é algo que se deve perseguir, mas a pesquisa indica que temos melhores resultados no controle da dor com o treinamento de resistência". 

leia mais sobre a notícia na Reuters Health (em inglês)

 

 
 

.

Síndrome metabólica aumenta risco de doença renal em diabéticos

Apresentar pelo menos três de cinco fatores de risco para doenças cardiovasculares - obesidade abdominal, hipertensão, glicose alta, nível de triglicérides alto e baixos níveis de "bom" colesterol (HDL) - pode também aumentar as chances dos diabéticos desenvolverem doença renal crônica. Essa foi a conclusão de um estudo da Universidade Chinesa de Hong Kong, que avaliou mais de 5,8 mil adultos chineses com diabetes tipo 2. Na pesquisa, os especialistas descobriram que o risco de problemas renais aumenta com o aumento do número de componentes da síndrome metabólica apresentada pelos diabéticos. Só de ter a síndrome (pelo menos três componentes), o risco de doença renal aumentaria em 31%. Aqueles que tinham quatro componentes tinham 1,6 vezes maior risco, enquanto aqueles com cinco fatores de risco cardiovascular tinham 2,3 vezes maiores chances de ter doença renal.

leia mais sobre o estudo em Diabetes Care (em inglês)

 
 

.

Estudo associa dieta rica em ferro ao risco de doença de Parkinson

Pessoas que têm uma alimentação rica em ferro podem apresentar um maior risco de desenvolver doença de Parkinson, principalmente se seu consumo de vitamina C for pequeno, segundo estudo da Universidade de Bari, na Itália. Analisando dados de mais de 47 mil homens e quase 80 mil mulheres, os pesquisadores observaram que aqueles que comiam mais ferro advindo dos vegetais (principalmente grãos e cereais fortificados) tinham 30% maior risco de ter doença de Parkinson do que aqueles que ingeriam o mineral em menor quantidade. No total, 442 pessoas tiveram a doença degenerativa. E o risco era 92% maior para aqueles que, além de consumir grandes quantidades de ferro, tinham menor ingestão de vitamina C. De acordo com os autores, o ferro aumenta o risco da doença ao aumentar o dano oxidativo ao cérebro. Mais estudos são necessários para confirmação. 

leia mais sobre o estudo no AJE (em inglês)

 
 

.

Um ano após infarto, 20% ainda apresentam dor no peito, indica estudo

Uma a cada cinco pessoas que sofrem um ataque cardíaco continua a sentir dores no peito um ano após o infarto, segundo estudo liderado pela Universidade do Colorado. Avaliando quase dois mil pacientes, os pesquisadores descobriram que, um ano após o evento, 19,9% ainda apresentavam angina, com 1,2% afirmando sentir as dores todos os dias. Os grupos mais propensos à angina seriam homens jovens com marca-passos, homens fumantes ou com sintomas de depressão. De acordo com os autores, em artigo publicado no Archives of Internal Medicine, os resultados podem ajudar os médicos a identificar e monitorar os pacientes em risco, ajudando esses pacientes a melhorar sua qualidade de vida e a saúde do coração ao aliviar ou prevenir a angina.

 
 

.

Mesmo em moderação, beber aumenta risco de câncer, alertam especialistas

Nas festas de final de ano, o ideal é trocar as bebidas alcoólicas por outras opções para reduzir os riscos de câncer, segundo especialistas do World Cancer Research Fund, na Grã-Bretanha. De acordo com a oncologista Rachel Thompson, porta-voz da entidade, enquanto alguns estudos sugerem que o consumo moderado de álcool, principalmente de vinho, pode reduzir a doença cardíaca, essa mesma quantidade de álcool consumida todos os dias aumenta os riscos de desenvolver câncer no fígado e no intestino. Os especialistas estimam que, mesmo em moderação, o álcool pode danificar o DNA, aumentando os riscos de câncer em até 20%. Na Grã-Bretanha, cerca de 36,5 mil pessoas são diagnosticadas com câncer no intestino e 3 mil com câncer hepático todos os anos. E é estimado que 10 milhões de britânicos bebem em níveis "perigosos".

leia mais sobre a notícia no The Guardian (em inglês)

 

 
 

.

Estudo liga aditivo comum em alimentos ao câncer de pulmão

Um estudo da Universidade Nacional de Seul, na Coréia do Sul, indica que um aditivo comum em alimentos processados, incluindo carnes, queijos, bebidas e biscoitos industrializados, pode alimentar tumores do pulmão acelerando seu crescimento. Em testes com ratos, os pesquisadores descobriram que o consumo excessivo de fosfatos inorgânicos estimula o desenvolvimento do câncer de pulmão. Esse composto afetaria o gene Akt, envolvido nesse câncer e suprimiria outro que retarda o desenvolvimento de tumores. Os especialistas destacam que os fosfatos são importantes para a nutrição humana, mas é possível que alguns estejam exagerando, consumindo mais de mil miligramas por dia. E os resultados do estudo indicam que restringir esses componentes da dieta pode ajudar na prevenção e no tratamento do câncer de pulmão. Porém, estudos clínicos em humanos são necessários para confirmação.

leia mais sobre a notícia na Reuters Health (em inglês)

 
 

.

Redução de estômago pode reverter o diabetes em jovens obesos, diz estudo

A cirurgia de redução de estômago pode reverter o diabetes tipo 2 em adolescentes obesos, segundo estudo publicado na edição de janeiro da revista Pediatrics. De acordo com especialistas americanos, o número de jovens com diabetes tipo 2 aumentou mais de dez vezes nas últimas duas décadas, principalmente impulsionado pela epidemia de obesidade. No estudo, comparando 11 adolescentes com a condição que foram submetidos à cirurgia bariátrica com 67 que não fizeram a redução de estômago, os pesquisadores notaram que, além de terem a perda de peso esperada, reduzindo em 34% o índice de massa corporal, os jovens que passaram pelo procedimento tiveram queda de 41% na glicose de jejum e de 81% nos níveis da insulina de jejum, o que seria responsável por uma melhora no diabetes. Esses pacientes apresentaram também melhora na pressão e no colesterol, complementando a melhora na saúde metabólica. Mais estudos são necessários.

leia mais sobre o estudo em Pediatrics (em inglês)

 
 

.

Médico afirma ter criado um tipo de vinho mais saudável

Um médico e vinicultor australiano afirma ter criado o vinho mais saudável do mundo, capaz de "limpar as artérias sangüíneas e ajudar a prevenir infartos, derrames e diabetes em 50%. A fórmula consiste em adicionar doses extras de um polifenol antioxidante extraído das casca da uva conhecido como resveratrol - associado, por diversos estudos, a propriedades terapêuticas, como prevenção a problemas cardiovasculares e redução do declínio cognitivo com o envelhecimento. Nos vinhos convencionais, porém, há pouca quantidade desse composto - de três a seis miligramas por litro nos tintos e apenas um miligrama nos brancos -; por isso, a cada litro de vinho o pesquisador Philip Norrie adiciona até 100 vezes mais resveratrol do que o normal, segundo ele, sem alterar aroma e sabor. Especialistas destacam, porém, a importância da moderação no consumo de álcool e do resveratrol.

 
 

.

Azeite de oliva pode proteger contra o câncer de mama?

Compostos antioxidantes chamados polifenóis presentes no azeite de oliva extra-virgem pode suprimir a expressão excessiva do gene HER2 do câncer de mama, segundo estudo publicado na revista científica BMC Cancer. Em testes laboratoriais, pesquisadores espanhóis avaliaram a ação de frações do óleo em células de câncer de mama. E descobriram que todas as frações que continham os principais polifenóis do azeite extra-virgem - lignanos e secoiridoides - inibiam o gene HER2, conhecido por promover o crescimento das células doentes. Apesar de desvendar os mecanismos de proteção do azeite de oliva contra o câncer, os cientistas sugerem cuidados ao transferir os resultados para a vida real, pois os compostos ativos apresentaram efeitos anti-tumorais apenas "em concentrações que são improváveis de serem alcançadas na vida real com o consumo de azeite".

leia sobre o estudo em BMC Cancer (em inglês)

 
 

.

Reprogramação de células foi avanço científico do ano, diz revista

A capacidade de reprogramar células para que elas se comportem de forma mais úteis para os cientistas - como células-tronco embrionárias - foi eleito o avanço científico de 2008 pela revista americana Science. Tudo começou no final do ano passado, quando cientistas japoneses conseguiram reprogramar células. E, neste ano, eles começaram a provar que essas células podiam atuar como aquelas que são extraídas de embriões, o que poderia eliminar as barreiras éticas que atrapalham as pesquisas com células-tronco em vários países. A partir dessa pesquisa, foram criados os primeiros modelos de células que simulam o comportamento de algumas doenças; um grupo de cientistas conseguiu transformar células da pele em neurônios e células gliais que sofriam esclerose; e outra equipe desenvolveu células com dez doenças diferentes. Tudo isso traz a esperança da descoberta de novos tratamentos para doenças devastadoras e incuráveis.

leia mais sobre a notícia em Science (em inglês)

 
 

.

Higiene bucal adequada pode proteger as artérias, indica estudo

A relação entre inflamação nas gengivas e doença cardíaca sugere que a higiene bucal adequada pode reduzir os riscos de aterosclerose, segundo pesquisadores da Universidade de Milão, na Itália. "Tem sido suspeitado que a aterosclerose seja um processo inflamatório, e que a doença periodontal cumpre um papel na aterosclerose", destacaram os especialistas no Federation of American Societies for Experimental Biology Journal. Avaliando 35 pessoas com doença periodontal de leve a moderada, eles descobriram que, um ano após o tratamento da doença bucal, os voluntários apresentavam redução na quantidade de bactérias orais, na inflamação imunológica e no espessamento dos vasos sangüíneos associado à aterosclerose. Os autores destacam que o estudo "indica que algo tão simples como cuidar bem dos dentes e gengivas pode reduzir grandemente seu risco de desenvolver doenças graves". 

leia mais sobre o estudo no FASEBJ (em inglês)

 
 

.

Vitamina D é essencial para o sistema imunológico, afirmam especialistas

A vitamina D não é mais vista apenas como um fator importante para a saúde óssea, mas como um hormônio complexo que ajuda a regular todo o sistema imunológico, segundo pesquisadores da Universidade da Carolina do Sul, nos EUA. De acordo com os especialistas, a deficiência desse nutriente é muito comum e está associada a distúrbios imunológicos e inflamatórios, como esclerose múltipla, artrite reumatóide, diabetes tipo 1 e até ao câncer. Em artigo publicado esta semana na revista especializada Breastfeeding Medicine os autores destacam esse novo papel da vitamina D e a extensão de sua deficiência, principalmente seu efeito de longo-prazo para crianças amamentadas por mulheres com deficiência do nutriente, o que tem se tornado cada vez mais comum, mas que pode ser prevenida.

leia mais sobre a pesquisa em BM (em inglês)

 

 
 

.

Dieta rica em frutas e verduras previne retorno do câncer de mama, diz estudo

Sobreviventes do câncer de mama que comem muito mais frutas e verduras do que o recomendado podem cortar, em aproximadamente um terço, o risco de os tumores retornarem, segundo estudo da Universidade da Califórnia em Davis, EUA, divulgado esta semana. De acordo com os autores, esse efeito ocorreu apenas em mulheres que não apresentavam ondas de calor após o tratamento, sugerindo que esses alimentos agem no estrógeno - hormônio associado ao câncer de mama mais comum. A pesquisa avaliou dados de 3 mil pacientes com câncer de mama - metade passou a comer dez porções de frutas e verduras, mais fibras e menos gordura do que o recomendado nos EUA; e a outra metade seguiu a recomendação de cinco porções diárias. E os resultados indicaram que, entre as que comeram mais frutas e verduras, houve recorrência da doença em apenas 16%, contra 23% daquelas que seguiram as diretrizes nutricionais. 

leia mais sobre a notícia na Reuters Health (em inglês)

 

 
 

.

Estudo indica que fumar aumenta os riscos de câncer colorretal

Um estudo publicado nesta quarta-feira no Journal of the American Medical Association indica que o hábito de fumar está associado com uma maior ocorrência do câncer colorretal e maior mortalidade pela doença. Analisando 106 estudos sobre tabagismo e câncer colorretal, que incluíam um total de 40 mil casos, os pesquisadores descobriram que os fumantes têm 18% maior risco relativo de desenvolver o câncer, comparados com os não-fumantes. E as chances de morrer pela doença aumentavam em 25% entre os fumantes, indicando a ocorrência de um tipo de tumor mais agressivo com o tabagismo. "Porque o fumo pode ser potencialmente controlado por medidas individuais ou relacionadas à população, detectar uma ligação entre câncer colorretal e tabagismo pode ajudar a reduzir o peso do terceiro tumor mais comum do mundo", concluíram os autores.

leia mais sobre o estudo no JAMA (em inglês)

 
 

.

Picos na pressão sangüínea atrapalham o pensamento, indica estudo

Situações estressantes, que aumentam a pressão sangüínea temporariamente, podem atrapalhar a capacidade dos idosos pensarem claramente, segundo estudo da Universidade do Estado da Carolina do Norte. De acordo com os autores, os picos de pressão sangüínea nos idosos estão diretamente relacionados com a diminuição da função cognitiva, principalmente entre aqueles que já têm pressão alta. Avaliando 36 pessoas com idades entre 60 e 87 anos, eles notaram que, quando a pressão subia, o desempenho dos voluntários em testes da função mental piorava. E esse efeito era significativo apenas entre aqueles que tinham média de pressão sistólica de 130 ou superior. Os autores concluíram que os picos na pressão podem ser, em parte, responsáveis pela dificuldade do idoso em pensar em situações estressantes.

leia mais sobre a notícia em WebMD (em inglês)

 
 

.

Hábitos ruins de pessoas com depressão causam danos ao coração

A adoção de piores hábitos do estilo de vida pode explicar porque pessoas com depressão e ansiedade enfrentam um maior risco de doença cardíaca e derrame, segundo estudo britânico publicado nesta semana no Journal of the American College of Cardiology. Acompanhando, por sete anos, quase 6,6 mil adultos de meia-idade, os pesquisadores notaram que aqueles que estavam sob maior sofrimento psicológico no início do estudo eram 54% mais propensos a desenvolver problemas cardiovasculares. Com a avaliação de outros fatores, descobriram que os hábitos do estilo de vida poderiam ser responsáveis por grande parte (2/3) dessa relação - "pacientes com sofrimento psicológico eram mais propensos a fumar e a fazer pouca atividade física", fatores de risco para doenças cardiovasculares. Por isso, eles recomendam que os médicos prestem atenção ao estilo de vida desses pacientes para prevenir problemas cardiovasculares.

leia mais sobre o estudo no JACC (em inglês)

 
 

.

Alguns hidratantes podem oferecer risco para mulheres com câncer de mama

Pacientes com câncer de mama que usam hidratantes na pele podem estar aumentando seus níveis de estrógeno - hormônio associado ao câncer - sem se dar conta disso, aumentando os riscos de recorrência da doença, segundo estudo apresentado neste mês em um simpósio em San Antonio, EUA. Avaliando 16 cremes hidratantes largamente utilizados, os pesquisadores notaram que nenhum deles apresentava o composto na sua lista de ingredientes. Porém seis amostras continham, em sua fórmula, estriol e estrona - dois dos mais importantes estrógenos produzidos no corpo humano. A pesquisadora Adrienne Olson, da organização Breastlink, destaca que os estrógenos aplicados na pele são absorvidos de forma mais eficiente do que os tomados oralmente. Por isso, ela recomenda que as mulheres com câncer de mama associado ao hormônio evitem aplicar estrógeno na pele para minimizar o risco de recorrência. E os riscos se estenderiam às mulheres saudáveis.

leia mais sobre a notícia na Reuters Health (em inglês)

 
 

.

Atividades físicas podem prevenir futuras dores no corpo, diz estudo

Um estudo da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia indica que a prática de atividades físicas pode proteger, por mais de uma década, contra dores e desconfortos músculo-esqueléticos. Os pesquisadores avaliaram dados de mais de 39 mil pessoas que responderam, entre os anos de 1984 e 1986, a questões sobre atividades físicas; e, onze anos depois, a questões sobre queixas osteomusculares crônicas (dores que duraram mais de três meses no ano anterior à pesquisa). E notaram que as pessoas que se exercitavam no início do estudo eram 9% menos propensas a ter as queixas osteomusculares crônicas, comparadas com os sedentários. Aqueles que se exercitavam três ou mais vezes por semana tinham 28% menos chances de ter dores crônicas generalizadas. Mais estudos são necessários para ver se as queixas são causa ou conseqüência da inatividade. 

leia mais sobre o estudo em BMC (em inglês)

 

 
 

.

Exercícios aeróbicos inibem o apetite, diz estudo

Exercícios aeróbicos, como a caminhada e a corrida, são mais eficazes em inibir o apetite do que as atividades anaeróbicas, como a musculação, segundo estudo publicado nesta sexta-feira na revista da Sociedade Americana de Fisiologia. Segundo os autores, passar 60 minutos na esteira afeta a liberação de dois hormônios reguladores do apetite, enquanto 90 minutos de musculação são associados à liberação de apenas um deles. Avaliando 11 homens jovens que realizaram diferentes rotinas de exercícios ao longo de vários dias, os pesquisadores descobriram que sessões na esteira provocavam queda na grelina (hormônio estimulador do apetite) e não alteravam significativamente os níveis do peptídeo YY (inibidor do apetite). Com base em questionários sobre fome após as atividades, os autores notaram também que ambos os tipos de exercícios inibiam o apetite, mas os aeróbicos tinham ação mais duradoura.

 
 

.

Beber com moderação pode proteger cérebro de mulheres idosas

Um novo estudo publicado no Journal of the American Geriatrics Society oferece mais evidências de que beber moderadamente pode ser benéfico para o cérebro de mulheres idosas. Avaliando quase 6 mil pessoas com idades entre 70 e 82 anos, pesquisadores da Universidade de Glasgow, na Escócia, descobriram que as mulheres que tomavam de uma a sete doses de bebidas alcoólicas por semana tinham melhor função cognitiva do que aquelas que não bebiam. Após três anos de acompanhamento, as idosas que bebiam moderadamente tiveram menos declínio cognitivo e problemas de memória. Entre os homens, não houve essa associação. Os autores acreditam que uma das explicações para essa diferença de gênero seria o fato de a mulher ter maiores níveis de estrógenos, que poderia proteger o cérebro. E eles destacam que o segredo é a moderação, pois beber em excesso pode ter efeito contrário.

leia mais sobre o estudo em JAGS (em inglês)

 

 
 

.

Obesidade aumenta as chances de ter dores de cabeça, indica pesquisa

Pessoas com sobrepeso ou obesas são mais propensas a ter dores de cabeça severas e enxaquecas, segundo estudo dos Centros de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC). Avaliando mais de 7 mil adultos americanos, os pesquisadores descobriram que estar acima do peso aumenta em aproximadamente 1,3 vezes as chances de ter dores de cabeça. E, segundo especialistas, as mulheres são mais propensas a apresentar cefaléia ou enxaqueca - no estudo 28% delas apresentavam o problema, contra apenas 15% dos homens. Com isso, os pesquisadores recomendam controle de peso como uma estratégia para o combate às cefaléias, ou dores de cabeça. Porém, mais estudos são necessários para investigar se há relação causal e quais os mecanismos responsáveis por essa relação.

leia mais sobre o estudo em Cephalalgia (em inglês)

 

 
 

.

Testes com ratos indicam que açúcar pode viciar

Um estudo com ratos oferece prova científica para algo que muitos já sabiam: que o açúcar pode viciar. De acordo com os pesquisadores da Universidade de Princeton, nos EUA, "o abuso de açúcar pode agir no cérebro de formas muito similares ao abuso de drogas". Nos testes, os roedores que tomaram água com açúcar no café-da-manhã por três semanas apresentaram mudanças comportamentais e neuroquímicas que se assemelhavam àquelas produzidas quando animais ou pessoas usavam drogas. "Esses animais apresentaram sinais de abstinência e até de seqüelas de longa duração que se assemelham à fissura", explicou o pesquisador Bart Hoebel. Apesar de ainda não saber os efeitos em humanos, os cientistas acreditam que os resultados tenham implicações principalmente para pessoas com problemas alimentares, como a bulimia. 

leia mais sobre a notícia na Reuters Health (em inglês)

 

 
 

.

Estudo associa variação genética a um maior consumo de calorias

Uma variação genética que vêm sendo associada à obesidade - o gene FTO - parece não regular a queima de calorias, mas pode influenciar o tipo e a quantidade de alimentos consumidos, segundo estudo publicado no New England Journal of Medicine. Avaliando quase 3 mil crianças com idades entre quatro e dez anos, pesquisadores escoceses descobriram que a variação genética estava associada com o aumento do peso em todas as crianças. E um subgrupo apresentou, ainda, uma associação do gene com maior gordura corporal. Os pesquisadores não encontraram uma diferença metabólica entre os participantes com a variação genética e aqueles sem ela, indicando que o gene não afeta a queima de gorduras. Mas a mutação foi associada ao aumento do consumo de calorias, sugerindo que o controle do consumo poderia prevenir o desenvolvimento da obesidade relacionada ao FTO.

leia mais sobre o estudo no NEJM (em inglês)

 
 

.

Sedentarismo aumenta as chances de ter dores de cabeça freqüentes

Pessoas sedentárias podem ter um maior risco de ter dores de cabeça freqüentes, segundo estudo publicado na edição de dezembro da revista Cephalalgia. Analisando dados de mais de 68 mil adultos residentes da Noruega, pesquisadores suecos descobriram que aqueles que nunca se exercitavam eram 14% mais propensos a desenvolver cefaléia não-enxaqueca do que os mais ativos em um período de 11 anos. E as pessoas que já sofriam de qualquer tipo de dor de cabeça freqüente tinham mais chances de se tornarem fisicamente inativas. Apesar de ainda não estar provado que um estilo de vida sedentário leva às dores de cabeça, os autores ressaltam que essa associação pode ser mais uma razão para as pessoas praticarem atividades físicas. Mais estudos são necessários para indicar as melhores formas de exercícios para pessoas com cefaléias freqüentes.

leia mais sobre o estudo em Cephalalgia (em inglês)

 
 

.

Higiene bucal em pacientes internados reduz pneumonia nos hospitais

Escovar os dentes dos pacientes internados - incluindo aqueles que se encontram inconscientes - três vezes ao dia pode reduzir em até 50% os casos de pneumonia que começam nos hospitais, segundo enfermeiros do The Chaim Sheba Medical Center, em Israel. "A pneumonia é um grande problema nos hospitais em todo lugar, até no mundo desenvolvido", destacaram os pesquisadores. "Pacientes entubados podem ser contaminados com pneumonia apenas dois ou três dias após o tubo ser colocado no lugar, mas a pneumonia pode ser prevenida de forma eficaz se as medidas certas forem tomadas". Eles ressaltam que, enquanto o estudo mostrou uma redução significativa da incidência de pneumonia com a escovação, é difícil quantificar precisamente o efeito dessa medida. Mas defendem que a higiene bucal desses pacientes deveria se tornar uma rotina como medida de prevenção.

leia mais sobre a notícia em UPI (em inglês)

 
 

.

Video game de estratégia pode proteger a memória de idosos, diz estudo

Um estudo americano publicado na revista científica Psychology & Aging indica que o treinamento de idosos com vídeo games de estratégia pode melhorar suas habilidades cognitivas, como a memória de curto-prazo. Após testar, em laboratório, diversos jogos eletrônicos, os pesquisadores da Universidade de Illinois destacaram o "Rise of Nations" - que consiste em construção de cidades, cumprimento de tarefas diversas, planejamento e gerenciamento de recursos - como um bom treinamento para habilidades cognitivas que declinam com o envelhecimento. Avaliando 40 idosos - metade se submetendo a 15 sessões de 90 minutos do game - eles notaram que os "jogadores" se tornaram melhores e mais rápidos em alternar tarefas, além de apresentarem melhorias na memória executiva e na capacidade de raciocínio. Os autores destacam, porém, que esses resultados foram conseguidos em laboratório, e mais estudos são necessários antes de recomendar esses jogos para idosos.

leia mais sobre a notícia no MNT (em inglês)

 
 

.

Depressão, ansiedade e tabagismo atrapalham desenvolvimento ósseo

A depressão, a ansiedade e o hábito de fumar podem inibir o desenvolvimento ósseo das meninas durante a adolescência, segundo estudo da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos. De acordo com os autores, a incapacidade de obter a densidade óssea máxima durante a adolescência, quando cerca de 40% a 50% da massa óssea é atingida nas garotas, pode aumentar a vulnerabilidade à perda óssea e à osteoporose mais tarde. Avaliando 207 meninas com idades de 11, 13, 15 e 17 anos - 47% já haviam fumado alguma vez, ou fumavam diariamente -, os pesquisadores observaram uma associação significativa entre altos níveis de sintomas depressivos e menor conteúdo mineral ósseo total. Estados de ansiedade também afetariam o desenvolvimento ósseo, mas apenas em garotas brancas. E o tabagismo foi associado a maiores níveis de depressão e ansiedade, o que afetaria a saúde óssea. 

leia mais sobre o estudo no APAM (em inglês)

 
 

.

Mutação de verme pode ajudar no combate à obesidade, diz estudo

A descoberta de uma mutação em um verme neumatóide comum pode abrir caminho para novos tratamentos para obesidade, segundo cientistas da Universidade McGill, no Canadá. Um verme normal da espécie Caenorhabiditis elegans reage a períodos prolongados de fome paralisando atividades que gastam energia, como busca de alimentos, divisão celular e reprodução, tornando seu metabolismo mais lento para que permitir sua sobrevivência. No novo estudo, os cientistas descobriram que o mesmo verme com uma mutação não consegue ajustar o metabolismo, consumindo a gordura armazenada em poucos dias. Segundo os cientistas, eles não possuem uma enzima que regula a substância lipase, permitindo que ela queime rapidamente toda a gordura armazenada. O próximo passo seria analisar o funcionamento da enzima em humanos para verificar a possibilidade de desenvolver uma droga que impeça a enzima de regular a lípase, levando à queima de gorduras.

 
 

.

Tomar vinho moderadamente pode aumentar níveis de ômega-3, diz estudo

Um estudo italiano que será publicado na edição de janeiro da American Journal of Clinical Nutrition associa o consumo moderado de vinho tinto a maiores níveis de ômega-3 - ácido graxo com efeitos protetores contra doença cardíaca coronariana - no sangue. Avaliando mais de 1,6 mil pessoas em Londres, na cidade belga de Limburg e na italiana Abruzzo, os especialistas observaram que aquelas que tomavam vinho moderadamente - uma taça por dia para as mulheres e duas para os homens - tinham maiores concentrações de ômega-3 no plasma e nas células vermelhas do sangue, independentemente do consumo de peixe. O estudo sugere que outras bebidas alcoólicas, como cerveja e licor, também teriam essa propriedade, mas com efeito bem menor do que o do vinho. Os autores alertam, porém, para os perigos do consumo excessivo.

leia mais sobre a pesquisa no AJCN (em inglês)

 

 
 

.

Idosos se sentem 13 anos mais jovens, indica estudo

Pessoas com 70 anos ou mais de idade se sentem cerca de 13 anos mais jovens em relação à sua idade cronológica, segundo pesquisadores da Universidade de Michigan. Analisando, por seis anos, 516 homens e mulheres com 70 anos ou mais sobre percepção da idade e satisfação, os especialistas descobriram que "talvez, se sentir cerca de 13 anos mais jovem seja uma ilusão de ideal na velhice". Os resultados indicaram também que alguns dos mais velhos podem se sentir ainda mais jovens ao longo do tempo, porém problemas de saúde reduzem a distância entre a idade sentida e a idade atual. Quanto à aparência, no início do estudo, em geral, as pessoas disseram que aparentavam dez anos a menos; reduzindo para sete anos a menos, no final do estudo. E as mulheres pareciam ter mais consciência de sua aparência do que os homens, pois sua percepção da idade que aparentam estava mais próxima de sua idade real.

leia mais sobre a notícia na UPI (em inglês)

 
 

.

Bebedeiras esporádicas também aumentam os riscos de derrame

Pessoas que, de vez em quando, abusam das bebidas alcoólicas podem ter um maior risco, em longo-prazo, de sofrer um derrame, segundo estudo do Instituto Nacional de Saúde Pública da Finlândia. De acordo com os autores, enquanto o consumo moderado de álcool é associado a um menor risco de infarto e derrame, beber em excesso regularmente tem o efeito oposto; e, agora, a pesquisa mostra que há uma ligação também entre as "bebedeiras" esporádicas e derrames. Esses episódios seriam caracterizados pelo consumo, de uma vez, de seis doses ou mais para homens e quatro ou mais para as mulheres. Acompanhando, por dez anos, quase 16 mil pessoas com idades entre 25 e 64 anos, os pesquisadores descobriram que aqueles que admitiram exagerar de vez em quando eram 39% mais propensos a sofrer um derrame pela primeira vez, comparados com aqueles que não tinham episódios de "bebedeira", independentemente dos padrões gerais de consumo de álcool. Os autores destacam que isso pode ser explicado pelos efeitos de curto-prazo, como aumento na pressão, na coagulação do sangue e distúrbios no ritmo cardíaco.

leia mais sobre o estudo em Stroke (em inglês)

 
 

.

Estudo liga consumo de álcool a arritmias cardíacas em mulheres

O consumo de duas ou mais doses de bebidas alcoólicas por dia pode aumentar levemente o riscos de as mulheres desenvolverem ritmo cardíaco irregular, também conhecido como fibrilação atrial, segundo estudo publicado no Journal of the American Medical Association. Essa arritmia é marcada por contrações irregulares do músculo cardíaco, aumentando os riscos de angina, infarto e insuficiência cardíaca. Avaliando dados mais de 34 mil mulheres acompanhadas entre os anos de 1993 e 2006 e livres da arritmia cardíaca no início, os pesquisadores descobriram que aquelas que consumiam duas ou mais bebidas por dia eram 60% mais propensas a desenvolver a fibrilação atrial do que aquelas que não bebiam. Os autores destacam que, embora a descoberta seja estatisticamente significativa, o aumento do risco é pequeno. E, em menor quantidade, o álcool não afetaria os riscos. 

leia mais sobre o estudo no JAMA (em inglês)

 
 

.

Exercícios físicos podem proteger contra declínio cognitivo na velhice

Os exercícios físicos podem ajudar os idosos a prevenir o declínio cognitivo e problemas de memória aumentando o fluxo sangüíneo no cérebro, segundo pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA. Em estudo com 12 pessoas saudáveis com idades entre 60 e 80 anos, eles observaram que a prática regular de exercícios está associada ao aumento no número total de vasos no cérebro e com um aumento do fluxo sangüíneo nas três principais artérias cerebrais. E isso traria benefícios para as áreas que controlam funções como a consciência, a memória, a resposta emocional e a linguagem. Avaliando imagens de ressonância magnética, os especialistas descobriram que aqueles que, por dez anos ou mais, haviam se exercitado cerca de três horas por semana em atividades aeróbicas tinham maior número de pequenos vasos (150, contra 100 dos sedentários) e maior fluxo sangüíneo no cérebro.

leia mais sobre a notícia na Reuters Health (em inglês)

 
 

.

Acupuntura alivia sintomas da rinite alérgica, indica estudo

Pessoas que sofrem de rinite alérgica podem conseguir um alívio nos sintomas se acrescentarem sessões de acupuntura em seu tratamento, segundo estudo liderado pela Charite University, na Alemanha. Avaliando mais de 5 mil adultos com alergia nasal, os pesquisadores notaram que aqueles que fizeram sessões da tradicional terapia chinesa com agulhas, junto ao tratamento convencional, apresentaram melhores resultados na redução dos sintomas em três meses. Esses pacientes apresentaram os maiores ganhos em qualidade de vida - menos coceira no olho, menos corrimento nasal e melhor sono. Alguns estudos trazem evidências de que a acupuntura pode influenciar a atividade do sistema imunológico, o que, em teoria, poderia ajudar a explicar os benefícios para aqueles que sofrem de rinite alérgica.

leia mais sobre a pesquisa em AAAI (em inglês)

 

 
 

.

Deficiência de vitamina D aumenta os riscos de problemas cardiovasculares

A deficiência de vitamina D pode ser um fator de risco para problemas cardiovasculares e, por isso, deve ser triada e tratada, segundo estudo publicado na edição de dezembro Journal of the American College of Cardiology. De acordo com especialistas, há crescentes evidências de que a deficiência altera o nível dos hormônios e a função imunológica, estando associada a fatores de risco como pressão alta, obesidade e diabetes. Alguns estudos, por exemplo, indicam que a deficiência dobra o risco de sofrer um infarto ou derrames. Em artigo publicado nesta semana, eles destacam que o problema é mais grave do que se pensava, com 57% dos adultos americanos apresentando deficiência do nutriente. E, apesar de mais estudos serem necessários, eles recomendam manter bons níveis de vitamina D no sangue, através da luz do sol, da dieta (salmão, sardinha, óleo de peixe e alimentos fortificados, como leite e cereais) e até de suplementos. 

leia mais sobre a notícia em WebMD (em inglês)

 
 

.

Estudo sugere que depressão aumenta ganho de gordura abdominal

Idosos com sintomas de depressão parecem ser mais propensos a ganhar gordura abdominal, mas não aumentar a obesidade geral, segundo estudo da VU University, na Holanda. Os resultados de uma pesquisa de cinco anos sugerem que "pode haver um mecanismo patofisiológico que liga a depressão ao acúmulo de gordura visceral" e "pode ajudar a explicar porque a depressão aumenta os riscos de diabetes e doença cardiovascular". Os pesquisadores avaliaram mais de 2 mil pessoas com idades entre 70 e 79 anos. E, considerando fatores demográficos, outras doenças e obesidade geral, descobriram que a depressão praticamente duplicava a probabilidade de ganhar gordura visceral. Por outro lado, a depressão não foi associada à obesidade total. Por causa dessa relação, os especialistas sugerem que os médicos estejam atentos a essa tendência dos depressivos, para prevenir problemas cardíacos.

leia mais sobre o estudo no AGP (em inglês)

 

 
 

.

Depressão afeta 5% dos americanos, mas poucos se tratam, diz pesquisa

Aproximadamente 5% dos adultos americanos sofrem de depressão ou ansiedade persistentes, mas poucos recebem o tratamento adequado, segundo estudo da Universidade da Califórnia. De acordo com os especialistas, a estimativa nacional indica uma prevalência de depressão e ansiedade de 4,7%. E, avaliando mais de 1,6 mil adultos com esses distúrbios, os pesquisadores descobriram que apenas 12% dos pacientes recebem medicação e aconselhamento. Outro dado preocupante é que 51% dos pacientes no estudo chegaram a apresentar pensamentos suicidas. Por isso, segundo os autores, "estratégias são necessárias para aumentar o uso e a intensidade do tratamento para pessoas com distúrbios depressivos e de ansiedade persistentes". "Isso pode requerer a melhora do acesso a especialistas em saúde mental", concluíram. 

leia mais sobre a notícia no PS (em inglês)

.

Estudo sugere que fast-food pode aumentar os riscos de Alzheimer



Testes com ratos, realizados pelo Instituto Karolinska, na Suécia, indicaram que uma alimentação à base de fast-food, rica em gordura, açúcar e colesterol, pode estar associada à doença de Alzheimer. Os cientistas avaliaram ratos geneticamente modificados para imitar o efeito da variante genética chamada apoE4, encontrada em 15% a 20% das pessoas e reconhecida como fator de risco para a doença. E os animais alimentados com uma dieta rica em gordura, açúcar e colesterol apresentaram mudanças químicas no cérebro, indicando uma formação anormal da proteína tau, envolvida no mal de Alzheimer, e a redução dos níveis da proteína Arc, envolvida no armazenamento da memória. Apesar dos resultados serem significativos, os pesquisadores destacam que mais estudos são necessários antes de fazer qualquer recomendação pública.

 

leia mais sobre a notícia na Reuters Health (em inglês)

.

Idosos que cuidam do parceiro doente vivem mais, diz estudo

Idosos que passam pelo menos 14 horas por semana cuidando do parceiro doente na velhice vivem mais tempo que os outros, segundo estudo da Universidade de Michigan, nos EUA. Avaliando quase 1,7 mil casais que moravam sozinhos e tinham 70 anos ou mais de idade, os pesquisadores descobriram que aqueles que ajudavam mais seu parceiro nas atividades simples do dia-a-dia, como comer, se vestir, tomar banho e controlar o dinheiro – pelo menos 14 horas por semana – tinham menor probabilidade de morrer durante o estudo do que aqueles que não ajudavam. . “Os resultados atuais mostram que é hora de separar o presumido estresse de fornecer ajuda do estresse de assistir uma pessoa amada sofrendo”, destacaram os autores, desafiando resultados de outros estudos que indicam efeitos negativos na saúde dos “cuidadores” por causa do estresse.

 

leia mais sobre a notícia em EurekAlert (em inglês)


.

Tratar a depressão é vital para pessoas com insuficiência cardíaca

A depressão aumenta a probabilidade de morte em pacientes com insuficiência cardíaca, mas o risco praticamente desaparece com o uso de antidepressivos, segundo estudo publicado recentemente na revista Archives of Internal Medicine. Avaliando cerca de mil pacientes hospitalizados por causa de insuficiência cardíaca e acompanhados anualmente, pesquisadores americanos notaram, inicialmente, que o uso de antidepressivos estava associado a um aumento de 32% no risco de morte. Porém, uma análise mais aprofundada, considerando fatores que poderiam afetar os resultados, mostrou que o responsável por esse aumento no risco seria a depressão, e os antidepressivos não estariam associados com a pior sobrevivência dos pacientes. Por isso, eles defendem estudos clínicos para avaliar o papel desses medicamentos na redução do risco de morte nesses pacientes.

 

leia mais sobre a pesquisa em AIM (em inglês)

[ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, Mulher, Saúde e beleza, Arte e cultura, Viagens, Moda....