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Restrição de calorias pode ser benéfica para memória dos idosos, diz estudo
Uma dieta de restrição de calorias pode ajudar os idosos a manter a memória afiada, segundo estudo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences. Acompanhando, por três meses, 50 pessoas com sobrepeso e com média de idade de 60 anos, os pesquisadores da Universidade de Münster, na Alemanha, notaram que o grupo que havia restringido em 30% a ingestão de calorias teve uma melhora significativa na memória verbal (teste da capacidade de lembrar palavras de uma lista minutos depois de lê-las); enquanto os grupos que não reduziram o consumo de calorias não apresentaram resultados significativos. Além disso, o grupo que comeu menos calorias apresentou menores níveis de insulina e de marcadores inflamatórios no sangue, o que poderia explicar o efeito da dieta na memória. Porém, mais estudos são necessários para desenvolver novas estratégias de prevenção e tratamento do declínio cognitivo em idosos.
leia mais sobre o estudo no PNAS (em inglês)
Escrito por Juniata às 09h34
Um estudo publicado na revista médica International Seminars in Surgical Oncology indica que a maioria das mulheres com histórico de câncer de mama na família está acima do peso ideal, aumentando ainda mais seu risco de desenvolver a doença. Avaliando 92 mulheres com histórico familiar de câncer de mama, os pesquisadores descobriram que a maioria estava acima do peso, com 37% delas sendo obesas. Além disso, poucas se exercitavam o suficiente - de 59 mulheres na pós-menopausa, apenas 15% se exercitavam pelo menos quatro horas por semana. Os autores destacam que o sobrepeso pode aumentar os riscos da doença possivelmente porque o excesso de gordura aumenta os níveis de estrogênio e outros hormônios que podem alimentar o crescimento ou disseminação dos tumores. Por isso, eles recomendam que principalmente as mulheres sob maior risco mantenham um estilo de vida saudável para a prevenção do câncer de mama.
Um estudo recente da Universidade de Yale, nos EUA, sugere que o uso de alguns medicamentos pode estar associado ao declínio cognitivo em idosos. Segundo os autores, os anticolinérgicos - medicamentos comumente usados para tratar uma série de distúrbios, incluindo gastrointestinais e respiratórios - podem afetar neurotransmissores importantes para a função cerebral.
Pesquisadores canadenses identificaram um curioso fator de risco para apneia obstrutiva do sono em homens com peso normal: permanecer muito tempo sentado. A apneia é marcada por breves interrupções da respiração, várias vezes durante o sono, aumentando os riscos de problemas cardiovasculares, além do ronco.
Crianças que comem regularmente carnes curadas, como bacon, salsicha e presunto, podem ter um maior risco de leucemia, segundo estudo da Escola de Saúde Pública de Harvard, nos EUA. Por outro lado, de acordo com os autores, o consumo de vegetais e produtos à base de soja pode ajudar a proteger as crianças contra esse tipo de câncer.
Se você não consegue seguir as recomendações de 30 minutos diários de exercícios, apenas sete minutos intensos por semana podem ser suficientes para prevenir o diabetes, segundo estudo britânico publicado na revista BMC Endocrine Disorders.
Testes com camundongos realizados pela Universidade de Massachusetts, nos EUA, sugerem que o suco de maçã pode ser um aliado contra o declínio cognitivo e doenças como o mal de Alzheimer e outras demências. Em uma série de estudos de laboratório, os pesquisadores observaram que tomar o suco de maçã ajudou os roedores a terem melhor desempenho em testes no labirinto e a prevenir o declínio dessa habilidade com o envelhecimento. No teste mais recente, os cientistas demonstraram que camundongos que tomaram o equivalente, para os humanos, a dois copos de suco de maçã por dia por um mês produziram menos proteína amilóide beta, que é responsável pela formação de placas no cérebro associadas à doença de Alzheimer. Porém, mais estudos são necessários para confirmação da capacidade preventiva do suco.
Pessoas que sofrem frequentes dores de cabeça tensionais e enxaquecas podem conseguir alívio no tratamento com acupuntura - tradicional terapia chinesa com agulhas -, segundo duas revisões de estudos que avaliaram os resultados de 32 testes clínicos. Realizado por especialistas da Universidade de Munique, na Alemanha, os estudos indicaram que cerca de 47% dos pacientes cuja acupuntura foi incluída no tratamento convencional relataram que o número de dias sofrendo dores de cabeça reduziram pela metade, contra apenas 16% daqueles que mantiveram apenas o tratamento tradicional. Além disso, os testes mostraram que os pacientes tratados com acupuntura tendem a ter menos dores de cabeça (menor frequencia e intensidade) e menos efeitos colaterais do que aqueles tratados com medicamentos. Os autores destacam, porém, que mais estudos são necessários para investigar se os efeitos são fruto de mecanismos biológicos ou apenas psicológicos.
A redução da poluição do ar nas últimas décadas pode ser uma das principais responsáveis por um aumento significativo na expectativa de vida nos Estados Unidos, segundo estudo publicado esta semana no The New England Journal of Medicine. "Apesar de estudos anteriores oferecerem evidências de que a poluição aérea é um fator de risco para doenças respiratórias e cardiovascular, este é o primeiro estudo a oferecer evidência empírica direta de que reduções de longo-prazo na poluição do ar contribuem para aumentos significativos na expectativa de vida". As análises mostraram que 51 cidades americanas tiveram um aumento de três anos na expectativa de vida nas últimas décadas. E, avaliando as mudanças no nível da poluição atmosférica, os especialistas notaram que, para cada 10 microgramas de metros cúbicos de redução da poluição, haveria um aumento de mais de sete meses na expectativa de vida. Eles estimam que até 15% do "prolongamento da vida" poderia ser creditado à redução da poluição.
A realização de trabalhos voluntários, principalmente pelos idosos, pode ser um fator que ajuda a prolongar a vida, segundo pesquisadores da Mayo Clinic, nos EUA. De acordo com os especialistas, as pessoas mais velhas que fazem trabalhos voluntários apresentam menores taxas de doença cardíaca e vivem mais tempo do que aquelas que não participam desse tipo de atividade. Estudos indicam benefícios para a saúde entre pessoas que se comprometem com o voluntariado de 40 a 100 horas por ano - ou apenas duas horas por semana. Para as pessoas se engajarem no voluntariado, eles recomendam escolher a atividade baseado em seus interesses, no que faz você feliz ou o que lhe preocupa mais, combinando com suas habilidades; pesquisar organizações e oportunidades; e definir o tempo que você esta disposto a "ceder" ao trabalho voluntário.
O consumo leve ou moderado de bebidas alcoólicas pode proteger idosos saudáveis contra o desenvolvimento de problemas físicos que podem atrapalhar a realização de tarefas simples, como caminhar e se vestir, segundo estudo da Universidade da Califórnia, nos EUA. Porém, os autores destacam que, se tudo não começar com uma boa saúde, o consumo álcool pode não apresentar benefícios. Avaliando mais de 4 mil pessoas - média de idade de 60,4 anos, e 92% de brancos -, os pesquisadores notaram que aqueles que bebiam moderadamente (menos de 15 doses por semana e menos de quatro ou cinco por dia) tinham menos de 18% de chance de se tornar incapaz em cinco anos, enquanto os abstêmios tinham mais de 26%, e os "bebedores em excesso" tinham 21%. Considerando fatores como idade, tabagismo, exercícios, infartos e derrames, os autores descobriram que os benefícios estariam limitados àqueles que consideravam ter boa ou ótima saúde.
Um estudo realizado na região Ásia-Pacífico sugere que homens com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) - enfisema pulmonar e bronquite crônica - correm mais riscos de serem hospitalizados e morrer do que as mulheres com a doença. De acordo com especialistas canadenses, há um grande crescimento da doença nessa região por causa do tabagismo e da poluição do ar em ambientes fechados. Avaliando dados epidemiológicos da região entre os anos de 1991 e 2004, os pesquisadores observaram, no ano de 2003, uma taxa de morte pela doença entre os homens variando entre 6,4 e 9,2 por 10 mil pessoas. Por outro lado, a taxa entre as mulheres era menor - variando de 2,1 a 3,5 por 10 mil. A ocorrência de doenças associadas à condição também seria maior entre os homens, com taxas de 32,6 a 334,7 por 10 mil, comparado com 21,2 a 129 por 10 mil entre as mulheres.
Um estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, sugere que relaxar pode ser mais eficaz para perder peso do que fazer dieta. Avaliando 225 mulheres com sobrepeso e obesas, os pesquisadores notaram que aquelas que participaram de um programa de dez semanas de meditação e visualização positiva tiveram mais sucesso no emagrecimento do que um grupo cujo programa incluía exercícios e nutrição e do que o outro grupo, que recebeu informações nutricionais. O primeiro grupo perdeu uma média de 2,5 quilos. Segundo os autores, programas que restringem a alimentação com foco na perda de peso trazem poucos resultados em longo-prazo; e a abordagem sem a dieta se concentra em melhorar o estilo de vida e a saúde, ajudando as pessoas "a lidar com pensamentos, emoções e atitudes", reduzindo ansiedade e depressão que podem levá-las a comer em excesso.
Um estudo publicado, neste mês, no American Journal of Health Promotion indica que comer menos na meia-idade é essencial para prevenir o ganho de peso com o envelhecimento. Avaliando 192 mulheres na meia-idade por três anos, pesquisadores da Brigham Young University, nos EUA, descobriram que "as únicas que não tinham risco de ganhar peso eram as que aumentavam sua restrição alimentar". Comparadas com aquelas que mais reduziam o consumo com o tempo, as mulheres que não passavam a comer menos eram 69% mais propensas a ganhar mais de 1 kg e 138% mais aptas a ganhar 3 kg, além de terem 49% maior risco de aumentar em 1% sua gordura corporal. E essa tendência não se reduzia nem com a prática de atividades físicas. Os autores destacam que não é necessário sacrifícios, apenas parar de comer até ficar "cheia" e passar a comer para ficar satisfeita, além de comer mais frutas, vegetais e cereais em lugar de comidas ricas em gordura, açúcar e sal.
Alguns tipos de antidepressivos podem aliviar a dor e melhorar o sono e outros sintomas da fibromialgia - condição crônica marcada por dor muscular e articular generalizada -, segundo estudo publicado no Journal of the American Medical Association. De acordo com os autores, a fibromialgia ocorre em 6% das pessoas na América do Norte e Europa, afetando principalmente as mulheres. Analisando 18 estudos envolvendo mais de 1,4 mil pessoas, os pesquisadores notaram que os velhos antidepressivos tricíclicos e tetracíclicos parecem ter grande efeito em aliviar a dor, a fadiga e os distúrbios de sono desses pacientes. Por outro lado, inibidores seletivos da recaptação de serotonina, como o Prozac, apresentaram poucos efeitos nos sintomas de fibromialgia. Embora pareça que os antidepressivos ajudem contra fibromialgia, os autores recomendam que pacientes que usam esses medicamentos sejam acompanhados de perto pelo médico para avaliar os benefícios e riscos.
Beber muito café pode aumentar as chances de sofrer alucinações, segundo estudo da Universidade de Durham, na Grã-Bretanha. Avaliando 200 estudantes, os pesquisadores concluíram que pessoas que consomem mais de sete xícaras de café instantâneo por dia têm três vezes maior probabilidade de ouvir vozes, ver coisas que não existem ou acreditar que estão sentindo a presença de pessoas que já morreram, comparadas àquelas que tomam menos de uma xícara diariamente. De acordo com os autores, isso pode ocorrer pelo fato de a cafeína aumentar os efeitos fisiológicos do estresse, aumentando a produção do hormônio cortisol, que, em altas concentrações, pode fazer com que a pessoas escute vozes não existentes. Eles lembram que as alucinações não são necessariamente sinal de doença mental, e o estudo pode ajudar a desvendar o efeito da nutrição nas alucinações.
Homens que têm mais estresse no trabalho são mais propensos a sofrer um derrame, segundo um estudo japonês recentemente publicado na revista científica Archives of Internal Medicine. Acompanhando, por 11 anos, mais de 6,5 mil pessoas com menos de 65 anos, os pesquisadores observaram que os homens com muita pressão no trabalho tinham mais de duas vezes maior risco de derrame do que homens que não sofriam grande estresse. No decorrer do estudo, houve 147 casos de derrame - 91 em homens e 56 entre as mulheres. E o risco das mulheres não parecia ser muito afetado pelo estresse no trabalho. Considerando grande variedade de empregos e funções, os autores concluíram que trabalhos com grande demanda e que o trabalhador tem pouco controle das funções são os mais estressantes.
A prática de exercícios físicos pode melhorar o sono de pessoas que sofrem de insônia ou interrupções no sono causadas por movimentos das pernas, segundo estudo brasileiro publicado na revista científica Medicine & Science in Sports & Medicine. Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo avaliaram os padrões de sono de 22 voluntários com movimentos periódicos dos membros inferiores, normalmente associados à síndrome das pernas inquietas. E eles observaram que, entre aqueles submetidos a 72 sessões de treinamento físico em seis meses, houve redução no movimento periódico das pernas; melhora na eficiência do sono e no sono REM; e redução do tempo que levam para dormir e da quantidade de vezes em que acordam à noite. Segundo os autores, a liberação de beta-endorfinas e compostos opioides após os exercícios podem ser os responsáveis pelos resultados. Por isso eles indicam a prática como alternativa barata e eficaz para tratar o problema.
Um estudo recentemente publicado na revista especializada Neurobiology of Aging indica que, para os idosos, estar em boa forma física beneficia o funcionamento do cérebro. Segundo os pesquisadores da Universidade de Calgary, no Canadá, a prática de atividades físicas melhora o fluxo sanguíneo no cérebro, beneficiando as habilidades cognitivas. Avaliando 42 mulheres com média de idade de 65 anos, os pesquisadores notaram que, comparadas às participantes inativas, aquelas que praticavam atividades aeróbicas regulares tinham 10% menor pressão arterial; 5% maior resposta vascular no cérebro durante exercícios e quando os níveis de dióxido de carbono no sangue estavam elevados; e 10% maior pontuação em função cognitiva. E os autores destacam que uma simples caminhada todos os dias pode ajudar a manter a mente afiada e a envelhecer com saúde.
Idosos e pessoas de meia-idade que dormem demais apresentam maiores níveis de colesterol total e menos colesterol "bom" (HDL), segundo estudo publicado na revista científica Psychosomatic Medicine. De acordo com os autores, diversos estudos indicam que dormir demais ou de menos aumentam os riscos de doença cardíaca, sendo ideal sete a oito horas de sono por noite. Avaliando a relação do colesterol com a duração do sono em 768 pessoas com idades entre 57 e 97 anos, eles notaram que aqueles que dormiram mais durante os sete dias de monitoramento tinham maior nível de colesterol. Para aqueles com menos de 65 anos, o maior tempo na cama era o principal responsável pela relação - possivelmente por serem menos ativos -, enquanto, entre os mais velhos, isso se dava pelo fato de que aqueles com sono fragmentado tinham colesterol mais baixo. Mais estudos são necessários para desvendar as razões.
Se você está querendo comer menos lanchinhos entre as refeições, com o objetivo de perder peso, você deve dormir mais durante a noite, segundo pesquisadores da Universidade de Chicago, nos EUA. Em estudo recente, 11 voluntários passaram duas semanas, em laboratório, dormindo cinco horas e meia por noite, fazendo as refeições normalmente e com acesso ilimitado a lanchinhos; três semanas depois, eles voltaram ao laboratório, mas passando a dormir oito horas e meia por noite durante duas semanas. Os especialistas notaram que, quando dormiam menos, os voluntários comiam 220 calorias extras em lanches, principalmente com o consumo de carboidratos no período da noite. E, como os níveis de atividades físicas não se alteravam, essas calorias a mais levavam ao aumento de peso.
Caminhar apenas 30 minutos por dia pode ser o suficiente para evitar o aumento de peso que ocorre com o envelhecimento, segundo estudo da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Acompanhando, por 15 anos, cerca de 5 mil pessoas com idades entre 18 e 30 anos, pesquisadores descobriram que, entre as mulheres mais pesadas, meia hora de caminhada todos os dias reduzia, em até 450 gramas por ano, o ganho de peso que costuma acompanhar o envelhecimento. Entre os homens, esse aumento no nível de atividade física também fazia efeito, mas de forma menos significativa. Com isso, os especialistas concluíram que "caminhar é de particular relevância porque é geralmente uma forma barata e acessível de atividade física para muitas pessoas" e pode "melhorar não apenas o controle do peso como também a saúde pública geral".
Pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, anunciaram a decoberta de que a bactéria Wolbachia pode reduzir a expectativa de vida e a fertilidade dos mosquitos portadores do vírus Aedes aegypti, podendo ajudar no combate à dengue. Em artigo publicado na edição deste mês da revista Science, os cientistas afirmam que uma versão modificada da bactéria se propaga com facilidade através de mosquitos criados em laboratório e reduz a expectativa de vida dos insetos pela metade. Além disso, a bactéria pode ser transmitida da fêmea para os filhotes; e os machos infectados sofrem alterações que fazem com que produzam filhotes só com fêmeas infectadas. Os autores destacam que esse pode ser um meio barato de erradicar o mosquito da dengue, porém mais estudos são necessários para investigar se a propagação seria bem sucedida fora do laboratório.
Uma boa resolução para o ano novo seria doar sangue, pois, segundo os hemocentros brasileiros, há sempre uma grande queda no número de doadores justamente na época em que aumenta o número de acidentes - no período das festas de final de ano até depois do carnaval. De acordo com o médico Laurie Sutor, pesquisador da Universidade do Sudoeste, nos EUA, "uma pessoa pode doar um pint (aproximadamente 473 ml) de sangue que pode salvar até quatro vidas". O sangue é necessário tanto para emergências quanto regularmente para casos de câncer, doença cardíaca e doença falciforme. "Doar sangue pode ser fácil, além do benefício emocional de saber que você está potencialmente ajudando a salvar diversas vidas", concluiu o especialista.
As limitações físicas causadas por acidente ou alguma doença podem aumentar a satisfação com o casamento, segundo especialistas da Universidade Brigham Young, nos EUA. Os resultados de uma pesquisa com mais de 1,2 mil pessoas casadas acompanhadas por 12 anos indicam que, quando um dos dois perde a capacidade de realizar as atividades diárias (como se vestir, tomar banho, comer sozinho ou fazer as tarefas domésticas), o casal reporta uma "melhora" no relacionamento, com um aumento na satisfação em relação ao período anterior. E esse efeito se dava principalmente em relação aos homens cuja esposa se tornou fisicamente incapaz e para homens e mulheres que ficaram com restrições físicas. Embora não saibam exatamente porque isso ocorre, os autores especulam que, com as limitações físicas permanentes de um dos cônjuges, há um aumento na interação do casal.
Um estudo publicado na edição de janeiro da revista Sleep indica que os custos indiretos anuais com a insônia em apenas uma província do Canadá chegam a bilhões de dólares. Os pesquisadores estimam que, em 2002, o total de custos com o problema em Quebec chegou a 6,5 bilhões de dólares canadenses, cerca de 1% do PIB da província. Desse montante, cerca de 5 bilhões foram relacionados aos custos indiretos associados a perdas de horas de produtividade. Segundo os pesquisadores, esses números correspondem a 27,6 dias perdidos em produtividade no trabalho no ano por pessoas que sofrem de insônia. O segundo maior custo indireto seria com a falta ao trabalho propriamente dita, que representaria 4,4 dias perdidos por ano pelos insones. O governo de lá gastaria, por ano, mais de 5 mil dólares com pessoas diagnosticadas com insônia e mais de 1,4 mil dólares com aqueles que têm sintomas do problema. Por isso, os especialistas defendem políticas públicas para a redução do peso do problema.
A prática de meditação transcendental pode ajudar crianças com transtorno do déficit de atenção e hiperatividade a controlar os sintomas, segundo estudo publicado na revista especializada Current Issues in Education. Avaliando dez crianças com idades entre 11 e 14 anos e que apresentavam o distúrbio, os pesquisadores descobriram que, após três meses praticando a meditação duas vezes ao dia por dez minutos, os pacientes apresentavam menores níveis de estresse e ansiedade, assim como uma melhora no comportamento e na capacidade de pensar e de se concentrar. Na meditação transcendental, os praticantes se sentam confortavelmente por dez a 15 minutos com os olhos fechados, repetindo um mantra (um som, palavra ou frase) silenciosamente. E esses pacientes avaliados se adaptaram facilmente à técnica. Por isso, os autores defendem a realização de estudos maiores para avaliar seu uso no tratamento do déficit de atenção e hiperatividade.
Mulheres com sobrepeso ou obesas são mais propensas a ter transtorno de personalidade antissocial, paranóia e fobia social do que as mais magras, segundo estudo da Universidade de Manitoba, no Canadá. Por outro lado, entre os homens, os quilos a mais parecem reduzir os riscos. Avaliando 43 mil adultos nos Estados Unidos, os pesquisadores notaram que as mulheres acima do peso tinham mais chances de apresentar transtornos de personalidade. O transtorno de personalidade esquiva é marcado por timidez extrema, medo de rejeição e pelo fato de evitar as interações sociais; enquanto o transtorno de personalidade antissocial é caracterizado pelo desrespeito ao direito do outro. Os autores acreditam que a ligação entre a obesidade e esses distúrbios é uma via de mão dupla, pois mulheres com os problemas de personalidade tendem a ser mais sedentárias, levando ao aumento do peso; e a estigmatização das mulheres obesas, por sua vez, pode levar a problemas de personalidade.
Um novo estudo realizado no Japão indica que tomar café pode reduzir o risco de desenvolver cânceres da cavidade oral e de garganta. Avaliando informações sobre a dieta e consumo de café de mais de 38 mil pessoas com idades entre 40 e 64 anos e sem histórico inicial de câncer, pesquisadores da Universidade Tohoku descobriram que, comparados àqueles que não consumiam café, os participantes que tomavam uma ou mais xícaras por dia tinham a metade do risco de desenvolver câncer de boca, faringe e esôfago. Em 13 anos de acompanhamento, houve 157 casos de câncer oral e da garganta, mas o consumo do café pareceu proteger inclusive pessoas com maior risco de ter essas doenças - aqueles que bebiam e fumavam mais. Porém, eles ressaltam que a melhor forma de prevenção é parar de consumir bebidas alcoólicas e parar de fumar.





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