.

Consumo moderado de álcool e interação social são bons para o coração

Um estudo da Universidade de Osaka, no Japão, sugere que aquela cervejinha com os amigos pode ser benéfica para o seu coração. Análises de mais de 19 mil homens – de quarentões a sessentões – revelou que ter uma vida social “agitada” aumenta os benefícios do consumo leve ou moderado de álcool, reduzindo o risco de doença cardíaca e derrame. Mas os autores alertam que “beber em excesso é arriscado, independentemente do nível de apoio social”.

Em nove anos de acompanhamento, foram registrados 629 derrames e 207 casos de doença cardíaca coronariana. E o consumo em excesso (mais de 300g de álcool por semana) foi associado a um maior risco, enquanto o consumo leve a moderado reduziria as chances de ter esses problemas cardiovasculares, principalmente entre aqueles com maior vida social.

Os autores explicam que esse efeito ocorre provavelmente pelo fato de que homens com maior apoio social tendem a evitar mais comportamentos de risco ou pela redução do estresse.

leia mais sobre o estudo em ACER (em inglês)

 
 

.

Estudo associa deficiência de vitamina D a dores crônicas

Pessoas com dores crônicas que apresentam baixos níveis de vitamina D no sangue costumam tomar maiores doses de medicamentos para a dor do que aqueles com concentrações adequadas do nutriente no organismo, segundo estudo da Mayo Clinic, nos Estados Unidos.

 

Avaliando 267 pacientes com dores crônicas, os pesquisadores notaram que aqueles com níveis inadequados da vitamina D estavam tomando doses duas vezes maiores de drogas opioides para controle da dor, comparados com aqueles com níveis normais. Esses pacientes também usavam os medicamentos por mais tempo – 71 meses, contra 44 daqueles com níveis adequados – e tinham pior função física e pior percepção geral da saúde.

 

Os autores destacam que os resultados são importantes para reconhecer a importância da vitamina D na dor crônica, e oferecem uma forma de melhorar a dor, a função neuro-muscular e a qualidade de vida desses pacientes.

leia mais sobre o estudo em PM (em inglês)

 
 

.

Beber moderadamente libera neurotransmissor do bem-estar, indica estudo

Testes com ratos confirmam que consumir bebidas alcoólicas em pequenas ou moderadas quantidades pode levar à liberação de endorfinas no cérebro – substâncias analgésicas e ligadas ao bem-estar. Segundo cientistas canadenses, o álcool em moderação está associado à euforia, à redução da ansiedade e uma sensação de bem estar; enquanto, em altas quantidades, está ligado a efeitos sedativos e hipnóticos e ao aumento da ansiedade.

No estudo, ao injetar ratos com uma solução salina ou diferentes doses de álcool, os pesquisadores da Universidade McGill notaram que doses baixas a moderadas de álcool, mas não altas quantidades, aumentavam a liberação de betaendorfina em uma região do cérebro ligada ao efeito de recompensa.

Os autores destacam que os resultados podem ter implicações no tratamento do alcoolismo. E eles ressaltam que, como o efeito prazeroso do álcool termina na segunda dose, as pessoas, nesse ponto, deveriam parar de beber, evitando o excesso.

leia mais sobre a notícia na Reuters (em inglês)

 
 

.

Cientistas americanos testam vacina contra câncer no intestino

Pesquisadores americanos estão testando uma vacina para a prevenção do câncer de cólon em pessoas com alto risco da doença. O câncer de cólon normalmente começa com um crescimento anormal no trato intestinal - os pólipos, que podem se tornar cancerosos, sendo chamados de adenomas.

 

Como os adenomas produzem a proteína MUC1 em excesso, os cientistas da Universidade de Pittsburgh esperam que uma vacina que estimule uma resposta imunológica contra essa proteína nos pólipos possa destruir as células anormais pré-cancerosas. “Isso pode não apenas prevenir a progressão do câncer, mas também até a recorrência do pólipo”, disse o pesquisador Robert Schoen, líder do estudo.

 

Muitas pessoas já receberam a vacina experimental, e os cientistas pretendem fazer um teste com 50 pessoas com idades entre 40 e 70 anos com histórico de adenomas de 1 cm ou mais. Após a dose inicial, eles receberão doses duas e dez semanas mais tarde, e terão medidas as respostas imunológicas no sangue em diversos períodos.

leia mais sobre a notícia em UPI (em inglês)

 
 

.

Exercícios melhoram a regulação cardíaca de homens jovens, diz estudo

A prática regular de exercícios aeróbicos, como corrida e atividades na bicicleta ergométrica, melhora o controle do sistema nervoso sobre o coração em homens jovens, segundo estudo da Universidade de Columbia. A análise de 149 jovens adultos saudáveis indicou que 12 semanas de exercícios aeróbicos melhoram a regulação do sistema nervoso autônomo na função cardíaca.

Os resultados, de forma geral, mostraram que a prática dessas atividades entre os homens pode reduzir a taxa cardíaca de descanso e melhorar os resultados das medidas da variabilidade da frequencia cardíaca. Porém os mesmos benefícios não foram observados para as mulheres.

Os autores destacam que as razões para esse efeito ter ocorrido apenas nos homens ainda não estão claros. Mas eles acreditam que os hormônios sexuais possam cumprir um papel nessa regulação. E os resultados não negam a importância dos exercícios para as mulheres, que apresentam outros benefícios cardíacos com a prática.

leia mais sobre o estudo no AJPH (em inglês)

 

 
 

.

Um quinto dos americanos têm altos níveis de triglicérides, indica pesquisa

Um a cada cinco americanos tem grande quantidade de gordura no sangue – os chamados triglicérides –, condição que aumenta o risco de ataques cardíacos, segundo especialistas dos Centros de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. Apesar disso, poucos deles tomam providências para controlar o aumento dos triglicérides.

 

Avaliando dados e amostras de sangue de mais de 5,6 mil pessoas com 20 anos ou mais, os pesquisadores descobriram também que um terço dos americanos estão no limite para triglicérides alto – 33% apresentavam concentrações entre 150 e 199 miligramas por decilitro de sangue. E 18% tinham 200 mg/dL ou mais, indicando maior risco de doenças cardiovascular.

 

Os autores destacam que muitos dessas pessoas com triglicérides alto eram fumantes, estavam acima do peso e se exercitavam menos de 150 minutos por semana. Além disso, apenas 1,3% usavam medicamentos para o problema. Isso, segundo eles, destaca a necessidade de maior atenção de médicos e pacientes para o fator de risco.

leia mais sobre o estudo no AIM (em inglês)

 
 

.

Música pode amenizar problema de visão causado pelo derrame, diz estudo

Mais de 60% dos pacientes que sofreram um derrame desenvolve um problema de visão chamado de “negligência visual”, em que eles perdem a capacidade de “rastrear” um objeto em seu campo de visão no lado oposto ao dano causado pelo derrame no cérebro. Porém um estudo do Imperial College London, na Inglaterra, indica que a música pode amenizar o problema.

A análise de três pacientes indicou que eles conseguiam identificar, de forma mais eficaz, formas coloridas e luzes vermelhas no lado com problema quando ouviam uma música de sua escolha, comparado às vezes em que ouviam música que não gostavam ou que havia silêncio. E a diferença seria grande.

Segundo os pesquisadores, o problema é causado por danos em áreas do cérebro importantes para a integração da visão, atenção e ação – e não na região responsável pela visão. E eles acreditam que a música agradável pode gerar emoções positivas que ajudam a produzir sinais mais eficientes no cérebro, aumentando sua capacidade de processar os estímulos.

leia mais sobre a notícia na BBCWorld (em inglês)

 
 

.

Consumo de soja na infância reduz os riscos de câncer de mama, diz estudo

Mulheres que comiam soja regularmente na infância parecem estar sob menor risco de desenvolver câncer de mama, segundo estudo que será publicado na edição de abril da revista Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention. A análise de cerca de 1,6 mil mulheres com ou sem a doença indicou que uma maior ingestão de soja durante toda a vida estava associada a menores chances de desenvolver a doença.

Os resultados mostraram que o consumo de soja na infância teria os maiores efeitos sobre os riscos – aquelas que comiam o alimento pelo menos uma vez por semana na infância eram 60% menos propensas a ter a doença do que aquelas com menor ingestão. E o consumo regular na idade adulta foi associado a 25% menor risco.

A pesquisa não explica as razões dessa proteção, mas os autores acreditam que compostos similares ao hormônio feminino estrogênio, chamados isoflavonas, podem cumprir um papel nesse efeito. Porém, mais estudos são necessários antes de qualquer recomendação quanto ao consumo de soja contra o câncer.

leia mais sobre o estudo em CEBP (em inglês)

 
 

.

Prática de tai chi pode melhorar equilíbrio em pessoas que sofreram derrame

Um estudo da Universidade de Illinois, nos EUA, indica que os sobreviventes de um derrame podem melhorar seu equilíbrio e reduzir as quedas com a prática do tai chi – tradicional arte marcial chinesa.

 

Avaliando 136 pessoas de Hong Kong que haviam sofrido um derrame pelo menos seis meses antes do início do estudo, os pesquisadores observaram que aqueles que praticaram a técnica três vezes por semana por três meses tinham melhor desempenho em testes de equilíbrio do que os participantes do grupo controle, que apenas faziam alongamentos e exercícios de respiração.

 

Os autores destacam que o tai chi consiste em movimentos constantes e coordenados da cabeça, tronco e membros, o que exercita a concentração e ajuda a melhorar o equilíbrio, inclusive de pacientes que sofrem as conseqüências de um derrame.

leia mais sobre o estudo em NNR (em inglês)

 

 
 

.

Rubor no rosto ao beber indica maior risco de câncer no esôfago?

Pessoas que ficam com o rosto vermelho quando consomem bebidas alcoólicas têm maior risco de desenvolver câncer no esôfago, segundo estudo do Instituto Nacional de Abuso de Álcool e Alcoolismo, nos EUA. De acordo com os autores, a resposta de rubor ao álcool, mais comum em orientais, ocorre principalmente por causa de uma deficiência hereditária da enzima aldeído desidrogenase 2, encontrada no fígado.

A análise de aproximadamente 540 milhões de pessoas no mundo com a deficiência mostrou que “mesmo uma pequena porcentagem de redução nos cânceres de esôfago devido à redução do consumo de álcool pode se traduzir em um substancial número de vidas salvas”.

Segundo os cientistas, aqueles com mutação em duas copias do gene da enzima têm forte intolerância ao álcool, ao contrário daqueles com mutação em apenas uma cópia, cujas respostas ao álcool são menos graves, podendo levá-los a se tornarem “bebedores” e mais propensos ao câncer de esôfago.

Por isso, os autores sugerem que os médicos identifiquem esses pacientes sob maior risco, os informem sobre isso, e façam triagem para detectar um possível câncer precocemente.

leia mais sobre o estudo no PLos (em inglês)

 

 
 

.

Testes no cabelo podem indicar a eficácia das drogas anti-HIV, diz estudo

Medir os níveis das drogas anti-HIV em amostras de cabelo, em lugar de medi-los no sangue, pode ser melhor para descobrir se os medicamentos estão sendo eficazes ou não, segundo pesquisa da Universidade da Califórnia, nos EUA. De acordo com os autores, as avaliações do sangue podem não refletir a adesão do paciente ao tratamento, já que fatores como a dieta podem interagir com as drogas antiretrovirais, causando variações. 

Avaliando amostras de cabelo de 224 mulheres que haviam começado um novo regime antiretroviral, os cientistas descobriram que, com o aumento nos níveis das drogas no cabelo, havia um aumento nas chances dos níveis de HIV estarem diminuindo. E se os níveis de HIV continuassem aumentando na amostra, mesmo com altos níveis da droga, isso indicaria que o vírus poderia estar se tornando resistente aos agentes utilizados.  

Segundo os autores, o aumento do vírus e a redução da droga na amostra poderia sugerir uma não adesão do paciente ou o uso de outra droga que atrapalha a absorção do antiretroviral. O objetivo agora é testar o método para redução dos efeitos colaterais dessas drogas.

leia mais sobre o estudo em AIDS (em inglês)

 

 
 

.

 

Excesso de gordura corporal pode acentuar declínio cognitivo em idosos

Os homens com mais de 70 anos que carregam excesso de gordura no corpo têm um declínio mental mais acentuado com o tempo do que homens da mesma idade que são mais magros, segundo estudo publicado na revista cientifica Archives of Neurology. Mas os pesquisadores da Universidade da Califórnia não encontraram esse mesmo efeito para as mulheres.

Avaliando, por sete anos, mais de três mil pessoas saudáveis com idades entre 70 e 79 anos, os pesquisadores notaram que os homens com a maior quantidade de gordura corporal e gordura subcutânea no abdome tinham maior declínio na função mental, mostrado por testes cognitivos. A gordura ao redor de órgãos abdominais, o índice de massa corporal e a circunferência da cintura também foram associados ao declínio mental entre os homens.

Os autores destacam, porém, que mais estudos são necessários para confirmação e para avaliar as diferenças entre homens e mulheres nessa relação da gordura corporal com o declínio cognitivo.

leia mais sobre o estudo em AN (em inglês)

 

 

 
 

.

Ioga pode reduzir o medo de quedas entre os idosos, diz estudo

A prática de ioga pode ajudar a reduzir o medo de quedas entre os idosos, segundo pesquisadores da Universidade de Indiana, nos EUA. Em estudo com 14 pessoas com cerca de 78 anos de idade, os especialistas confirmaram que, participando de aulas de hatha ioga duas vezes por semana, os idosos se sentiam mais seguros e com menos medo de sofrer quedas.

Os resultados indicaram que a prática reduzia em 6% o medo de quedas e aumentava em 34% a flexibilidade da parte inferior do corpo, além de reduzir bastante os constrangimentos no lazer. 

De acordo com os autores, o medo de quedas é uma importante preocupação de saúde pública porque pode fazer com que os idosos, mesmo aqueles que nunca caíram, limitem suas atividades físicas e sociais, o que pode prejudicar a saúde e a qualidade de vida. Por isso, abordagens simples como a prática de ioga podem ser benéficas para os idosos.

leia mais sobre a notícia em UPI (em inglês)

 

 
 

.

Cientistas desenvolvem teste para indicar câncer e diabetes na urina

Cientistas americanos estão trabalhando em um teste de urina ou da respiração para a detecção do câncer, do diabetes e da asma. O teste é baseado em um aparelho desenvolvido pela Universidade do Missouri, nos EUA, que pode detectar, em partículas voláteis da urina ou da respiração, pequenas quantidades moléculas associadas a doenças específicas.

 

O “opto-fluidic ring resonator” consiste em um tubo de vidro revestido com polímeros e um anel ressonador que detecta moléculas que passam por ele. Dentro do revestimento, o gás proveniente da urina ou da respiração interage com uma luz que faz com que mesmo pequenas quantidades de moléculas específicas sejam detectadas oticamente.

 

“Medir esses marcadores voláteis seria uma forma não-invasiva de determinar se a doença está presente sem ter que tirar sangue ou uma biópsia completa”, explicou o pesquisador Xudong Fan. “Além dos marcadores já descobertos, muitos marcadores voláteis potenciais ainda estão sob investigação”.

leia mais sobre a notícia em MedicalNews (em inglês)

 

 
 

.

Comer ovos é importante para músculos e energia, afirmam especialistas

Uma revisão de estudos publicada na revista Nutrition Today sugere que as proteínas contidas nos ovos oferecem uma importante contribuição para a força muscular, para a energia e a sensação de saciedade.

 

A análise de mais de 25 estudos indicou que os ovos oferecem uma energia estável e sustentada, pois não causa aumento nos níveis de insulina; influencia a massa, a função e a força muscular de pessoas de todas as idades; e oferece proteínas de “alta qualidade” necessárias para preservar os músculos e prevenir a perda muscular com o envelhecimento; além de ser fonte importante de diversas vitaminas do complexo B.

 

De acordo com os autores, da Universidade de Illinois, nos EUA, um ovo, oferece 13% do valor diário recomendado de proteínas de alta qualidade. “Enquanto muitos americanos podem estar adquirindo proteína suficiente, eles precisam focar em consumir fontes de proteínas de alta qualidade”, destacou o pesquisador Donald Layman.

leia mais sobre o estudo em NT (em inglês)

 
 

.

Estudo sugere que acreditar em Deus é um "santo remédio" contra ansiedade

Um estudo da Universidade de Toronto, no Canadá, indica que a crença em Deus ajuda a reduzir a ansiedade e o estresse. A comparação de reações cerebrais de pessoas de diversas religiões e ateus quando submetidos a uma série de testes mostrou que aqueles com maior convicção religiosa e crença em Deus tinham menos reações em uma área do cérebro chamada córtex cingulado anterior, ligada à ansiedade.

 

De acordo com os cientistas, quanto mais fé os voluntários tinham, mais tranquilos eles se mostravam diante das tarefas, mesmo quando cometiam erros. E os que obtiveram melhores resultados não eram fundamentalistas, mas acreditavam que "Deus deu sentido a suas vidas".

 

Os autores destacam que a ansiedade é útil em algumas situações, mas que, em excesso, pode “paralisar” as pessoas e se tornar patológica. E o estudo indica que ter uma crença é benéfico para redução da ansiedade e estresse.

leia mais sobre o estudo em PS (em inglês)

[ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, Mulher, Saúde e beleza, Arte e cultura, Viagens, Moda....