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Tipo de café da manhã pode influenciar perda de gordura com exercícios

O consumo de boa quantidade de fibras no café da manhã, junto a alimentos de baixo índice glicêmico (que alcançam a corrente sanguínea de forma mais lenta e contínua) pode ajudar mulheres que estão começando a fazer exercícios a queimar maus gorduras, segundo estudo da Universidade de Nottingham, no Reino Unido.

 

Avaliando oito mulheres saudáveis, mas sedentárias, os pesquisadores notaram que um café da manhã de baixo índice glicêmico – incluindo leite com granola, iogurte, pêssego e suco de maçã – seria benéfico para a queima de gorduras induzida por uma caminhada de 60 minutos realizada três horas após a refeição, comparada com uma refeição contendo cereais de milho com leite, pão com geléia e refrigerante.  

 

A equipe de cientistas reportou níveis de oxidação de gordura de 7,4 gramas com exercícios após a primeira dieta e de 3,7g com a outra. E, após o almoço, elas reportavam mais saciedade se tivessem tomado o desjejum de baixo índice glicêmico, mostrando que isso pode ajudar contra a obesidade.

leia mais sobre o estudo no JN (em inglês)


 
 

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Aspirina pode reduzir risco de diabetes tipo 2, indica estudo

Um estudo publicado na edição de abril do American Journal of Medicine indica uma relação entre o uso de aspirina e uma redução no risco de desenvolver diabetes tipo 2. Porém, outras drogas anti-inflamatórias não-esteroides não apresentariam os mesmos efeitos.

 

Avaliando dados de mais de 22 mil médicos saudáveis, os pesquisadores registraram mais de 1,7 mil casos de diabetes durante um acompanhamento de 22 anos. E aqueles que disseram tomar aspirina tinham 14% menos chances de ter a doença, comparados àqueles que não tomavam o medicamento.

 

“A redução do risco de diabetes tipo 2 pode ser acrescentada à lista de benefícios clínicos da aspirina”, concluíram os pesquisadores, destacando a necessidade de mais estudos para confirmação.

leia mais sobre o estudo no AJM (em inglês)

 

 
 

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Consumo de nozes pode proteger contra o câncer de mama, aponta estudo

Comer nozes pode ajudar a reduzir o risco de as mulheres desenvolverem câncer de mama, segundo estudo apresentado este mês no encontro anual da Associação Americana de Pesquisa do Câncer. De acordo com os autores, as nozes oferecem ácidos graxos ômega-3, antioxidantes e fitosteróis, que poderiam ajudar a proteger as mulheres contra o câncer.

 

Em testes com ratos geneticamente modificados, aqueles que foram alimentados com o equivalente a uma dieta humana de 57g de nozes por dia desenvolveram tumores menores, com menor frequência e em menor quantidade, comparados àqueles que não comeram nozes.

 

Apesar de o estudo ser realizado com ratos, os cientistas acreditam que os resultados podem ser aplicados em humanos, sendo as nozes parte de uma dieta saudável que ajuda a prevenir problemas crônicos, como câncer e doença cardiovascular.

leia mais sobre a notícia na BBC (em inglês)

 
 

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Vinho pode ser benéfico para pessoas com um tipo de câncer no sangue

O consumo moderado de vinho pode melhorar a sobrevida de pacientes com linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer no sangue, segundo estudo apresentado esta semana no encontro anual da Associação Americana de Pesquisa do Câncer.

 

Avaliando o efeito do álcool na sobrevivência e no prognóstico de 546 mulheres com a doença, os pesquisadores observaram que, após cinco anos, 76% das bebedoras de vinho ainda estavam vivas, comparadas com 68% daquelas que não tomavam a bebida. Após esse período, 70% das consumidoras de vinho não apresentavam sinais de linfoma não-Hodgkin, contra 60% das não-bebedoras.

 

Os resultados indicaram que aquelas que tomavam vinho por mais de 25 anos tinham 33% menor risco de morte e 26% menos chances de retorno da doença. Porém outras bebidas alcoólicas não apresentavam o mesmo efeito, indicando que antioxidantes presentes nas uvas podem ser os responsáveis pela proteção. Mais estudos são necessários.

leia mais sobre a notícia na Reuters (em inglês)

 

 
 

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Carnes mais bem passadas aumentam risco de câncer no pâncreas, diz estudo

Pessoas que comem, regularmente, carnes vermelhas bem passadas ou queimadas têm maior risco de desenvolver câncer no pâncreas, segundo estudo da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos. De acordo com os autores, essas carnes mais bem passadas contêm mais substâncias causadoras de câncer, como aminas heterocíclicas.

 

Entre as 62 mil pessoas avaliadas, 208 foram diagnosticadas com câncer pancreático. E, quando esses voluntários foram divididos em cinco grupos de acordo com a quantidade de carne bem passada e hambúrgueres que comiam, os pesquisadores notaram que aqueles diagnosticados com o câncer estavam nos dois grupos que comiam mais esse tipo de alimento.

 

“Descobrimos que aqueles que preferem bifes muito bem passados eram 60% mais propensos a desenvolver câncer pancreático do que aqueles que comiam carnes menos bem passadas ou não comiam carnes”, concluíram os autores. Segundo eles, “passar” menos a carne pode ser uma tentativa válida de reduzir os riscos, mas não comê-las seria mais eficaz. Mais estudos são necessários.

leia mais sobre a notícia no site da UM (em inglês)

 

 
 

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Estudo indica que suco natural pode prevenir obesidade e síndrome metabólica

Pessoas que bebem um copo de suco com 100% de fruta todos os dias apresentam menos fatores de risco para o desenvolvimento de diversas doenças crônicas, segundo estudo da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos.

 

Analisando dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição dos Estados Unidos, realizada entre os anos de 1999 e 2004, os pesquisadores descobriram que, comparados a pessoas que não tomavam suco, aqueles que tomavam, todos os dias, sucos 100% fruta tinham 22% menos risco de obesidade e eram 15% menos propensos a ter síndrome metabólica – conjunto de fatores de risco para doença cardíaca e diabetes.

 

Na conferência Experimental Biology 2009, realizada esta semana em Nova Orleans, os pesquisadores explicaram que, além do benefício geral das frutas para a saúde, essa prática costuma vir associada a outros bons hábitos, como maior nível de atividades físicas e melhor padrão alimentar.

leia mais sobre a notícia em EurekAlert (em inglês)

 
 

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Ambiente ruim no trabalho pode aumentar o risco de depressão

Tensão, fofocas e pouco espírito de equipe no trabalho podem aumentar os riscos de depressão, segundo estudo publicado na revista especializada Occupational and Environmental Medicine.

 

No estudo, foram avaliados mais de três mil trabalhadores finlandeses com idades entre 30 e 64 anos. Cada um classificou o clima no trabalho em uma escala de cinco pontos para identificar o ambiente como “fácil e agradável”, “preconceituoso e conservador”, “encorajador e que apoia novas ideias” e “cheio de brigas e discordâncias”.

 

Os resultados indicaram que aqueles que sentiam pouco espírito de equipe no trabalho eram 61% mais propensos a ter transtornos depressivos, comparados àqueles em ambientes bem classificados nesse quesito.  E esses também seriam 53% mais propensos a usar antidepressivos poucos anos após a entrevista. Por isso, segundo os especialistas, “devem-se prestar mais atenção nos fatores psicológicos no trabalho”.

leia mais sobre o estudo em OEM (em inglês)

 

 
 

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Promoção no trabalho pode ser ruim para a saúde, indica pesquisa

Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Warwick, na Grã-Bretanha, indica que pessoas que são promovidas no trabalho ficam mais estressadas e têm menos tempo para ir ao médico.

 

A hipótese dos cientistas era de que, ao serem promovidas, as pessoas se sentiriam mais confiantes e valorizadas, o que traria benefícios para sua saúde. Porém, avaliando cerca de mil britânicos que foram promovidos entre os anos de 1991 e 2005, eles notaram que, na verdade, os promovidos sofreram, em média, um aumento de 10% no nível de estresse, e o número de consultas caiu em 20% entre elas.

 

Os autores acreditam que, com as promoções, as pessoas têm mais responsabilidades e menos tempo para cuidar da saúde, o que levaria a uma deterioração da saúde mental com efeitos além do curto-prazo.

 
 

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Estudo associa deficiência de vitamina D ao aumento da inflamação

Diversos estudos indicam que a deficiência de vitamina D pode trazer várias consequências negativas, afetando o sistema imunológico, a saúde cardiovascular e aumentando o risco de câncer. Agora, um novo estudo da Universidade de Miossouri indica que o aumento da inflação pode explicar essa relação entre a deficiência do nutriente e esses sérios problemas de saúde.

 

A análise de mulheres saudáveis indicou que aquelas que tinham deficiência de vitamina D apresentavam maiores níveis séricos de TNF-α, marcador inflamatório associado a doenças como esclerose, artrite e doença cardíaca.

 

Baseado nos resultados, os especialistas defendem uma mudança nos valores diários de vitamina D recomendados, aumentando de 200 UI (em pessoas com menos de 50 anos) e 400 UI (naqueles com mais de 50 anos) para 1000 UI de vitamina D, cuja principal “fonte” é a luz do sol.

leia mais sobre a notícia em SD (em inglês)

 

 
 

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Homeopatia pode aliviar efeitos colaterais do tratamento do câncer?

Alguns remédios homeopáticos podem aliviar os efeitos colaterais dos tratamentos do câncer sem interferir no seu funcionamento, segundo estudo do Royal London Homeopathic Hospital, no Reino Unido. De acordo com os autores, apesar de haver poucos estudos sobre o assunto, parece que alguns homeopáticos reduzem efeitos negativos da quimioterapia e da radioterapia.

 

Analisando oito estudos, que incluíam um total de 664 pessoas, eles notaram que algumas pesquisas indicavam benefícios da homeopatia. Um estudo francês de “alta qualidade”, por exemplo, trouxe evidências de que um produto à base de calêndula pode ser útil em reduzir a inflamação e irritação da pele causada pela radioterapia no tratamento do câncer de mama. E outra pesquisa mostrou que um enxaguante chamado Traummel S – mistura de extrato de plantas e minerais – reduzia a inflamação da boca causada pela quimioterapia.

 

Apesar de não encontrarem evidências de que a homeopatia faz mal ou atrapalham o tratamento, os especialistas destacam que ainda é cedo para recomendarem esse tipo de medicamento, pois há necessidade de maior quantidade e qualidade de estudos sobre o assunto.

leia mais sobre a notícia na BBC (em inglês)

 
 

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Estudo associa deficiências das vitaminas A e C a maior risco de asma

Um baixo consumo das vitaminas A e C podem aumentar os riscos de asma, segundo estudo britânico publicado na revista especializada Thorax. Em revisão de 40 estudos realizados nos últimos 30 anos, os pesquisadores observaram que pessoas com asma grave normalmente consumiam níveis dessas vitaminas muito menores do que os recomendados.

 

As análises mostraram que aqueles que ingeriam pouca vitamina C – encontrada em frutas e hortaliças - tinham 12% maior risco da doença respiratória. E a associação do risco com a falta de vitamina A – encontrada em queijo, ovos e óleo de peixe – seria menos clara, mas significativa.

 

Especialistas destacam que mais estudos são necessários para confirmar e explicar essa relação. E alertam que outros fatores, como o tabagismo os níveis de atividades físicas e o status socioeconômico podem também cumprir um papel importante.

 
 

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Acupuntura pode reduzir enjoos pós-operatórios, indica estudo

A acupuntura – tradicional terapia chinesa com agulhas – e um método similar de pressão em pontos específicos, mas sem agulhas, são seguros e eficazes em reduzir a náusea e os casos de vômito no pós-operatório, segundo estudo da Universidade Chinesa de Hong Kong. De acordo com os autores, a pressão de um ponto no pulso – chamado pericárdio 6 (P6) – alivia esses problemas.

 

A análise de 40 testes que comparavam as técnicas com uma “falsa terapia”, incluindo quase cinco mil pessoas, indicou que o estímulo do P6 reduz em 29% a náusea, em 30% os vômitos, e em 31% a necessidade de medicamentos para náusea.

 

Embora os resultados tenham sido animadores, os pesquisadores destacam que essas técnicas ainda estão longe de substituir o tratamento convencional para a náusea pós-operatória, principalmente pelo desconhecimento de seus efeitos por médicos e pacientes e pela necessidade de estudos clínicos para confirmação dos resultados.

leia mais sobre o estudo em Cochrane (em inglês)

 
 

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Consumo excessivo de carnes e laticínios pode piorar qualidade do esperma

Homens que comem grandes quantidades de carnes processadas e laticínios não-desnatados têm um esperma de pior qualidade do que aqueles que comem mais frutas, verduras e laticínios com pouca gordura, segundo estudo publicado na revista científica Fertility and Sterility.

 

Avaliando 61 homens espanhóis que haviam se consultados em uma clinica de fertilidade, os pesquisadores descobriram que a metade que apresentava sêmen de pior qualidade, geralmente, consumia mais carnes processadas e laticínios gordurosos. E a ingestão de mais frutas e laticínios magros foi associada à melhor qualidade de esperma.

 

Os autores explicam que os antioxidantes das frutas podem proteger o esperma contra danos. E outro fator que poderia explicar a relação é o fato das carnes e laticínios “gordos” exporem os homens a substâncias chamadas xenobióticos – incluindo esteroides e químicas com efeitos similares ao estrogênio, como pesticidas.

leia mais sobre o estudo em F&S (em inglês)

 

 
 

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Estudo associa consumo de chás e café a menor risco de câncer no útero

Mulheres que bebem chá e café todos os dias podem ter um menor risco de câncer endometrial, segundo estudo publicado na edição de abril do International Journal of Câncer. O câncer endometrial cresce no revestimento do útero e tem como fatores de risco a idade avançada, a obesidade e maior exposição da mulher ao estrogênio.

 

No estudo, pesquisadores americanos notaram que, entre as mais de mil mulheres avaliadas, aquelas que ingeriam quatro xícaras de café e chá por dia tinham metade das chances de ter o câncer, comparadas às “não-bebedoras”. Beber apenas chá – mais de duas xícaras diárias – foi associado a 44% menor risco.  E o consumo de apenas café teve um efeito menor.

 

Embora as razões ainda não estejam claras, os especialistas acreditam que a cafeína possa cumprir um papel, induzindo enzimas que ajudam a neutralizar substâncias causadoras de câncer. Porém, outros compostos antioxidantes poderiam ajudar a prevenir o câncer.

leia mais sobre o estudo em IJC (em inglês)

 

 
 

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Rir é o melhor remédio para o coração dos diabéticos, indica estudo

Um estudo apresentado esta semana no encontro anual da Sociedade Americana de Fisiologia indica que assistir 30 minutos diários de um vídeo engraçado pode ajudar a melhorar a saúde cardíaca de pessoas com diabetes tipo 2 de alto risco.

 

Avaliando 20 diabéticos de alto risco que também tinham pressão alta e colesterol alto, pesquisadores americanos descobriram que aqueles que assistiram pelo menos 30 minutos diários de vídeos engraçados de sua escolha apresentaram melhoras nos níveis de “bom” colesterol (HDL) em apenas dois meses, e redução nos níveis sanguíneos de substâncias inflamatórias em quatro meses.

 

Baseados nos resultados, os especialistas defendem que essa abordagem, junto aos cuidados médicos de rotina, pode ser benéfica para a redução do risco de doença cardiovascular nesses pacientes.

leia mais sobre o estudo na APS (em inglês)

 
 

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Pílula anticoncepcional pode atrapalhar ganho muscular com exercícios

Mulheres jovens que usam pílula anticoncepcional têm mais dificuldades de ganhar massa muscular com exercícios do que aquelas que não tomam a pílula, segundo estudo da Universidade Texas A&M, nos Estados Unidos.

 

A análise incluiu 73 mulheres saudáveis com idades entre 18 e 31 anos que fizeram exercícios de resistência (como musculação) três vezes por semana durante dois meses e meio e que foram incentivadas a ingerir bastante proteína, para ganho muscular. E os resultados indicaram que aquelas que tomavam pílula anticoncepcional tiveram menor ganho de massa muscular – 2,1%, contra 3,5% daquelas que não usavam contraceptivos orais.

 

Essa grande diferença foi surpresa para os pesquisadores, que também descobriram que essas mulheres teriam menores níveis sanguíneos de três hormônios “construtores de músculo” e maior concentração de um hormônio “quebra-músculos”. Isso, segundo eles, poderia explicar a relação entre o uso da pílula e menor ganho muscular.

leia mais sobre a notícia na Reuters (em inglês)

 

 
 

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Cérebro precisa de tempo para admirar e ter compaixão; indica estudo

Nosso cérebro pode processar informações em frações de segundo quando se trata de coisas simples como o ato de perceber sinais de dor física numa pessoa à nossa frente. Entretanto, a capacidade de análise moral de situações com contextos psicológicos e sociais está associada a processos cerebrais que necessitam de mais tempo para reflexão, uma atenção emocional mais persistente, é o que revela um estudo em publicação no Proceedings of the National Academy of Sciences, liderado pelo renomado neurocientista Antonio Damasio da Universidade da Califórnia do Sul.

Os pesquisadores submeteram voluntários a assistir histórias reais contadas por pessoas reais que geram sentimentos de admiração pela virtude humana ou de compaixão à dor física ou social. Exames de neuroimagem demonstraram que o cérebro respondia instantaneamente à percepção de dor física do outro, mas demorava cerca de 6 a 8 segundos para responder às histórias que evocavam admiração ou compaixão pela dor emocional. Essas respostas além de demorarem mais para serem ativadas, também tinham uma duração maior. Outro resultado importante foi que as áreas cerebrais ativadas ao se perceber a dor do outro foram as mesmas que nos fazem ter consciência do nosso próprio corpo - uma expressão biológica daquilo que conhecemos como "não faça aos outros aquilo que não gostaria que fizessem com você".

Os resultados do grupo de Damasio levantam sérias questões relacionadas ao nível de impacto que a alta velocidade do mundo contemporâneo terá na construção de nossa sociedade. Qual será o impacto dos videogames violentos, em que a rapidez não permite a geração de sentimentos pelo infortúnio das personagens? O quanto de emoção nosso cérebro vivencia numa sociedade que tem cada vez mais se comunicado através de mensagens de texto curtas? A admiração é uma das principais ferramentas que nos ajuda a separar o bom do ruim, e junto à compaixão, representam dois importantes pilares de nosso sistema moral. Nosso cérebro não reclama em correr para entender mensagens Twitter ou reconhecer que o outro está com uma perna quebrada, mas demora para entender que o outro está com o coração partido.

 
 

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Óleo de peixe pode ajudar no tratamento de câncer, indica estudo

Um estudo egípcio publicado na revista especializada Cell Division indica que o ácido docosahexanóico (DHA), tipo de ômega-3 encontrado em óleo de proveniente de peixes, pode reduzir o tamanho de tumores e potencializar os efeitos positivos da quimioterapia.

 

Em testes com ratos, os pesquisadores avaliaram o efeito do DHA em tumores sólidos e investigaram de que forma ele interage com o medicamento cisplatina, usado na quimioterapia e que causa danos aos rins como efeito colateral. E descobriram que o ácido aumenta os efeitos da quimioterapia, reduzindo os danos ao tecido renal.

 

Os resultados indicaram que o DHA age no nível molecular, reduzindo a leucocitose (acúmulo de células brancas do sangue), inflamação sistêmica e estresse oxidativo – processos associados ao crescimento de tumores. Por isso os especialistas sugerem a combinação da quimioterapia com ômega-3 contra o câncer.

 

 
 

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Declínio mental pode começar aos 27 anos de idade, diz estudo

O declínio da função mental, considerado um problema na velhice, pode começar ainda na juventude, antes dos 30 anos de idade, segundo estudo publicado este mês na revista Neurobiology of Aging. Segundo os autores, os resultados podem acrescentar conhecimentos sobre mudanças cognitivas, e, futuramente, ajudar no combate a demências, como doença de Alzheimer.

 

A análise de mais de duas mil pessoas com idades entre 18 e 60 anos indicou que o declínio de certas funções mentais – incluindo medidas de raciocínio abstrato, velocidade de processamento mental e resolução de “quebra-cabeças” – começa já com 27 anos de idade. O declínio de memória, porém, somente se tornaria aparente em torno dos 37 anos.

 

Segundo os autores, os resultados não significam que os jovens adultos devam se preocupar com problemas de memória, pois, na maioria das pessoas, a mente funciona em alto nível mesmo na velhice. Além disso, outros aspectos, como vocabulário e conhecimentos gerais, melhoram com a idade.

leia mais sobre o estudo em NA (em inglês)

 

 
 

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Brócolis pode ajudar a prevenir úlceras e câncer de estômago, diz estudo

Comer uma porção diária de broto de brócolis pode ajudar a “domar” a bactéria H. pylori, associada a úlceras e até ao câncer no estômago, segundo estudo da Universidade Johns Hopkins, nos EUA.

 

Avaliando 48 japoneses, os pesquisadores descobriram que o consumo diário de 70 gramas de broto de brócolis fresco por oito semanas reduzia os níveis de um marcador de H. pylori nas fezes humanas em 40%, indicando certa proteção contra a ação prejudicial da bactéria. E oi consumo de broto de alfafa não teve o mesmo efeito.

 

De acordo com os autores, o grande responsável pela proteção contra gastrite e úlceras seria o sulforafano – componente do brócolis com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Porém, mais estudos seriam necessários para confirmação.

leia mais sobre a notícia na BBC (em inglês)

 
 

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Mudanças no estilo de vida podem reduzir em 26% a taxa de câncer colorretal

A realização de cinco mudanças no estilo de vida pode reduzir as taxas de câncer colorretal, principalmente entre os homens, segundo estudo publicado na edição de maio do European Journal of Cancer Prevention.

 

Baseados em estudos publicados sobre o assunto, pesquisadores britânicos estimaram que mudanças saudáveis na dieta, nos níveis de exercícios, no consumo de álcool e no peso corporal poderiam reduzir em cerca de 26% a incidência desse câncer no Reino Unido durante os próximos 24 anos.

 

Para a prevenção do câncer colorretal, os especialistas recomendam não comer mais de 80 ou 90 gramas de carnes vermelhas e processadas por dia; comer pelo menos cinco porções diárias de frutas, verduras e legumes; se exercitar pelo menos 30 minutos diários; não consumir mais de 21 unidades de álcool por semana (o equivalente a duas latas de cerveja por dia) para os homens, e 15 para as mulheres; e manter um peso saudável.

leia mais sobre o estudo no EJCP (em inglês)

 

 
 

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Estudo indica que cafeína pode reduzir dores musculares pós-exercícios

A cafeína pode reduzir as dores musculares causadas pelos exercícios, segundo estudo da Universidade de Illinois, nos EUA. De acordo com os autores, um estudo anterior indicou que a cafeína afeta, no cérebro e na espinha, o sistema envolvido no processamento da dor.

 

Avaliando 25 jovens, que tiveram que se exercitar na bicicleta ergométrica, os pesquisadores notaram que aqueles que receberam uma pílula de cafeína (o equivalente a 2,5 a três xícaras de café) antes dos exercícios de alta intensidade reclamaram menos dores no quadríceps do que aqueles que receberam uma pílula placebo.

 

Os resultados mostraram que esses efeitos ocorriam tanto naqueles que estavam acostumados a ingerir muita cafeína quanto naqueles que não a consumiam normalmente. Porém, mais estudos são necessários para desvendar se esse efeito pode melhorar o desempenho dos atletas.

leia mais sobre o estudo no IJSNEM (em inglês)

 

 
 

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Obesos são mais propensos à síndrome das pernas inquietas, diz estudo

Pessoas obesas têm maior risco de desenvolver a síndrome das pernas inquietas, segundo pesquisadores da Universidade de Harvard, nos EUA. Essa doença neurológica se caracteriza por sensações desagradáveis nos membros inferiores, associadas a uma necessidade urgente de movimentar-se para alívio dos sintomas.

 

Em estudo com mais de 88 mil adultos americanos, os especialistas descobriram que homens e mulheres obesas têm 42% mais chances de ter a síndrome do que pessoas com peso normal. E a gordura abdominal estava ainda mais associada às pernas inquietas – aqueles com maior circunferência da cintura tinham 60% maior risco.

 

Embora as causas da síndrome não sejam claras, há suspeitas de que um desequilíbrio na atividade da dopamina, substância do cérebro que regula os movimentos, possa cumprir um papel. E estudo anterior indica que os obesos tendem a ter menor atividade da dopamina, o que, em parte, explicaria a relação com a síndrome das pernas inquietas. Mais estudos são necessários.

leia mais sobre o estudo em Neurology (em inglês)

 
 

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Menos açúcar e mais fibras podem significar menor risco de diabetes

Reduzir a ingestão de açúcar – deixando de tomar uma lata de refrigerante por dia – e aumentar a de fibras em meia xícara de feijão por dia pode proteger os jovens contra o diabetes tipo 2, segundo pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia.  

 

Avaliando 54 adolescentes latinos com sobrepeso, os especialistas notaram que os participantes que reduziram seu consumo de açúcar o equivalente a uma lata de refrigerante por dia tinham, em média, uma redução de 33% na secreção de insulina. E aqueles que comeram mais fibras reduziram 10% do volume da gordura visceral (gordura em torno dos órgãos internos).

 

Os pesquisadores destacam que a gordura visceral é associada com a redução da sensibilidade à insulina, fazendo com que, junto com a maior secreção do hormônio, aumente os riscos de diabetes. Assim, os resultados mostram benefícios do maior consumo de fibras e da redução do açúcar.

leia mais sobre o estudo em APAM (em inglês)

 
 

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Alimentação equilibrada é essencial na prevenção do câncer

Seguir as recomendações de especialistas para uma alimentação saudável, prática de atividades físicas e controle do peso pode prevenir em até 30% a incidência de 12 tipos de tumores, segundo estudo divulgado pelo Fundo Mundial de Pesquisas sobre Câncer com o Instituto Americano para a Pesquisa do Câncer.

 

A análise no Brasil considerou os cânceres de boca, laringe e faringe, esôfago, estômago, pulmão, pâncreas, vesícula biliar, fígado, rim, cólon, mama e útero. Se abranger todos os cânceres existentes, o índice de prevenção vai para 19% se seguidas às indicações dos especialistas.

 

Em ocasião ao dia mundial de combate ao câncer, comemorado nesta quarta-feira, a nutricionista do Hospital Amaral Carvalho, Thaís Ramos de Oliveira, recomenda, para a prevenção do câncer, o consumo de alimentos como tomate, uva, frutas cítricas, couve, couve-flor, brócolis, repolho, cenoura, aveia, chá verde, além de evitar a carne vermelha, o cigarro e o álcool em excesso.

leia mais sobre o estudo em AICR (em inglês)

 
 

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Uso de pílulas anticoncepcionais pode aumentar o risco de lupus, diz estudo

Um estudo canadense publicado na revista científica Arthritis Care & Research indica que os primeiros três meses de uso de pílulas anticoncepcionais de primeira e segunda geração contendo altas doses de estrogênio aumentam os riscos de desenvolver lupus eritematoso – doença inflamatória crônica que afeta principalmente a pele, as juntas, os rins e o sangue.

 

A análise de dados de 1,7 milhões de mulheres com idades entre 18 e 45 anos, indicou um risco 19% maior de lupus com o uso de combinação de contraceptivos orais contendo estrogênio e progesterona. E as usuárias atuais teriam 54% mais chances de ter a doença, com o risco sendo mais elevado nos primeiros meses de uso.

 

Segundo os pesquisadores, acredita-se que os hormônios cumprem um papel no lupus porque a diferença de incidência entre homens e mulheres é muito grande – nove mulheres para cada homem com lupus após a puberdade. Porém mais pesquisas são necessárias.

leia mais sobre o estudo em AC&R (em inglês)

 
 

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Condições de trabalho podem contribuir para a obesidade, indica pesquisa

Os trabalhos em escritório, ou em funções que exigem que a pessoa permaneça sentada, estão aumentando as taxas de obesidade, segundo pesquisadores de Harvard, nos EUA. E muitos empregados e empregadores desconhecem os riscos de ficar sentados durante todo o dia.

 

Segundo os especialistas, as relações entre obesidade e as condições no local de trabalho estão crescendo. “Na medida em que o local de trabalho se torna nossa segunda casa, nossa alimentação tradicional foi trocada por fast food, que é rica em gorduras saturadas”, disse o pesquisador John S. Evans.

 

Em estudo que avaliou o nível de atividade física e as condições de trabalho na União Europeia, os especialistas notaram que 19% dos holandeses e 31% dos irlandeses não fazem nenhuma atividade física no trabalho; e 55% dos gregos e croatas, e 61% dos franceses não fazem exercícios em lugar nenhum.

 

Os especialistas alertam que empregados e empregadores deveriam estar atentos ao problema e considerar fatores como o estresse, horas extras exageradas, permanência por muito tempo sentado, falta de espaço para armazenar comida e se alimentar, e falta de locais para exercícios nas empresas - todos contribuem para a obesidade e piora da qualidade de vida.

leia mais sobre a notícia na Reuters (em inglês)

 

 
 

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Falta de equilíbrio pode indicar maior declínio cognitivo?

Um estudo da Universidade de Toulouse, na França, descobriu que um teste de equilíbrio pode prever o declínio cognitivo em pacientes com doença de Alzheimer. Segundo os autores, se os resultados forem confirmados, o teste de equilíbrio em uma perna poderá ser adotado na prática clínica para identificar pacientes que têm alto risco de rápido declínio cognitivo.

 

Desenvolvido em 16 hospitais universitários em dez cidades, o estudo avaliou 686 pacientes que foram submetidos a testes cognitivos e um teste em que tinham de ficar de pé em apenas uma perna (com o anormal sendo a impossibilidade de ficar de pé por até cinco segundos).

 

As análises indicaram que aqueles com resultado anormal que não tiveram melhora em 12, 18 e 24 meses apresentaram uma média de declínio cognitivo de 9,2 pontos, contra apenas 3,8 pontos daqueles com equilíbrio normal no início e durante o acompanhamento.

leia mais sobre o estudo em JAD (em inglês)

 

 
 

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Obesidade pode encurtar a vida em pelo menos dois anos, alertam especialistas

Pessoas com um índice de massa corporal (IMC) de 30 ou mais – indicando obesidade – podem apresentar uma redução média de dois a dez anos na expectativa de vida, segundo estudo da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Avaliando dados de 57 estudos envolvendo mais de 894 mil pessoas, a maioria da América do Norte e da Europa Ocidental, os pesquisadores notaram que as menores taxas de mortalidade estavam nos grupos com IMC entre 22,5 e 25 (peso normal). Tanto a obesidade quanto a subnutrição foram associadas à maior mortalidade.

Os pesquisadores concluíram que “o excesso de peso encurta a vida humana”. “Em países como a Grã-Bretanha e a América, pesar um terço a mais do que o ideal reduz a vida em cerca de três anos”, destacou o pesquisador Gary Whitlock. “Se você está se tornando sobrepesado ou obeso, evitar o ganho de peso pode acrescentar anos a sua vida”, completou.

leia sobre o estudo na Lancet (em inglês)

 

 
 

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Acupuntura ajuda a aliviar dores no parto, indica estudo

A realização da acupuntura – tradicional terapia chinesa com agulhas – durante o trabalho de parto e o nascimento pode reduzir a necessidade do uso de medicamentos para dor ou de métodos mais invasivos para alívio da dor, como analgesia epidural, segundo estudo do Aarhus University Hospital, na Holanda.

Na pesquisa, foram avaliadas 603 mulheres que estavam em trabalho de parto e pediram pelo alívio da dor – algumas foram submetidas à acupuntura; outras, à estimulação elétrica transcutânea; e o terceiro grupo, a métodos tradicionais, como óxido nitroso, anestesia epidural ou pertidina.

As análises mostraram que, entre aquelas que receberam acupuntura, 59% pediram medicamentos ou métodos invasivos para alívio da dor, contra 69% do segundo grupo e 83% daquelas que usaram métodos tradicionais. As avaliações da acupuntura pelas mulheres também foram muito mais positivas do que os outros procedimentos. Os autores concluíram que essa terapia é eficaz e pode ser aplicada no trabalho de parto por pessoas treinadas.

leia mais sobre o estudo em Birth (em inglês)

 

 
 

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Trânsito pesado pode triplicar o risco de infarto, sugere estudo

Se você dirige, pega ônibus ou anda de bicicleta, estar em um tráfego pesado pode triplicar seu risco de infarto em uma hora, segundo estudo apresentado esta semana na conferência da American Heart Association. Os autores acreditam que o grande culpado por esse aumento no risco é a poluição emitida pelos veículos.

Em estudo anterior, especialistas alemães haviam descoberto que cerca de 8% dos ataques cardíacos poderiam ser atribuídos ao tráfego. E, avaliando mais de 1,4 mil sobreviventes de um infarto, eles observaram que muitos deles estavam no tráfego pesado uma hora antes do ataque. As análises mostraram que pessoas vulneráveis ao infarto eram 3,2 vezes mais propensas a ter um ataque cardíaco se tivessem pegado trânsito pesado uma hora antes.

Embora o estresse também possa estar envolvido nessa relação, os resultados mostraram que os riscos para os passageiros seriam os mesmos dos motoristas. Por isso, mais estudos estão sendo realizados para desvendar os fatores associados a essa relação.

leia mais sobre a notícia em WebMD (em inglês)

 

 
 

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Consumo de proteínas é importante para perder peso e gorduras, diz estudo

A redução do consumo de calorias reduz o peso corporal. Porém a ingestão de um pouco mais de proteína pode ser eficaz em reduzir a gordura corporal e melhorar o perfil lipídico do sangue (colesterol e triglicérides), segundo estudo da Universidade do Illinois, nos EUA.

No estudo, 130 adultos com sobrepeso foram divididos em dois grupos de dietas de restrição de calorias – uma rica em carboidratos (55% das calorias vindo dos carboidratos; 15%, das proteínas; e 30% de gorduras), e a outra, com consumo moderado de proteínas (30% das calorias vindo das proteínas – essencialmente de carnes magras e laticínios desnatados –; 40%, de carboidratos; e 30%, de gorduras).

E, após um ano, a última dieta, com um pouco mais de proteína, representou maior perda de peso – 10,4 kg perdidos, contra 8,6 kg da outra –, maior perda de gordura, e melhora mais significativa nos níveis de triglicérides e de colesterol “bom” (HDL). Os autores destacam que o importante das dietas é ter o acompanhamento profissional e equilibrar o consumo de nutrientes.

leia mais sobre o estudo em JN (em inglês)

 

 
 

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Chá verde pode prevenir problemas na gengiva, diz estudo japonês

Tomar chá verde todos os dias pode ser uma boa forma de prevenir problemas na gengiva, segundo estudo japonês publicado este mês no Journal of Periodontology. Examinando 940 homens com idades entre 49 e 59 anos, os pesquisadores descobriram que a propensão a doença periodontal (na gengiva e sustentação dos dentes) reduzia com o aumento da ingestão de chá verde.

Segundo os autores os efeitos do chá verde na saúde oral podem ser atribuídos a antioxidantes chamados polifenóis, que, em estudos em laboratório, inibiram as bactérias e os danos que causam a doença gengival.

Porém, os especialistas destacam que esses resultados não significam que o chá possa substituir o dentista. Isso porque a redução no risco da doença não seria muito grande, e por causa da falta de informações, no estudo, sobre a dieta dos participantes (alguns alimentos e nutrientes, como grãos integrais, fibras e vitamina C são associados a um menor risco da doença).

leia mais sobre o estudo no JP (em inglês)

 
 

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Dieta rica em ômega-3 pode prevenir câncer de próstata avançado, diz estudo

Uma dieta rica em ômega-3 – presente principalmente em peixes gordurosos, como salmão e sardinha, óleos vegetais, nozes e rúcula – pode proteger contra câncer de próstata avançado, segundo estudo da Universidade da Califórnia, nos EUA. De acordo com os autores, esse efeito é visto até em homens com predisposição genética à doença – com uma variante do gene COX-2.

Comparando 466 homens diagnosticados com câncer de próstata agressivo com 478 saudáveis, os pesquisadores observaram que o aumento da ingestão de ácidos graxos ômega-3 de cadeias longas estava fortemente associado com a redução do risco de ter o câncer agressivo – aqueles que consumiam o nutriente em maior quantidade tinham 63% menor risco, comparados com aqueles que comiam menos.

 

Mesmo aqueles que tinham a variante rs4647310, do gene COX-2, que aumenta os riscos da doença, encontravam proteção na ingestão do nutriente, principalmente comendo “salmão uma ou mais vezes por semana”.

leia mais sobre o estudo em CCR (em inglês)

 

 
 

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Pouco estresse e peso saudável podem prolongar a vida, diz estudo

O controle do estresse e do peso pode ajudar as mulheres a prolongar sua vida, segundo dois estudos publicados este mês na revista científica Cancer Epidemiology Biomarkers & Prevention.

 

Ambos avaliaram, em 647 mulheres com idades de 34 a 74 anos, telômeros – sequências de DNA que protegem os cromossomos contra a perda de genes durante a replicação da célula – que reduzem com a idade. E indicaram que peso saudável e baixo estresse poderiam prolongar a vida da mulher.

 

No primeiro, mulheres que estavam acima do peso desde antes dos 30 anos apresentavam telômeros mais curtos, o que indicaria que “a obesidade acelera o processo de envelhecimento”. E o segundo indicou que mulheres que reportavam estresse também tinham telômeros mais curtos, com o efeito sendo maior naquelas com estresse percebido e altos níveis de hormônios do estresse na urina.

leia mais sobre o estudo em CEBP (em inglês)

 

 
 

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Produtos de limpeza em hospitais podem prejudicar saúde dos pacientes

Um estudo da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, indica que os produtos de limpeza usados em hospitais podem representar riscos para a saúde de funcionários e pacientes. De acordo com os pesquisadores, certos componentes desses produtos poderiam agravar sintomas respiratórios e causar irritação na pele.

 

Os especialistas avaliaram os materiais e técnicas de limpeza usados em seis hospitais de Massachusetts. E observaram que os produtos de limpeza eram compostos de complexas misturas de substâncias químicas, como desinfetantes, surfactantes, solventes e aromas.

 

As análises mostraram que, nesses produtos, havia substâncias nocivas à saúde, como compostos de amônio quaternário, butoxietanol-2 e etanolaminas, algumas voláteis, podendo ser inaladas, e outras usadas para a assepsia das mãos. E essas substâncias poderiam agravar sintomas respiratórios e causar alergias.

leia mais sobre o estudo em EH (em inglês)

 
 

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Tomar chás muito quentes pode aumentar risco de câncer no esôfago

O consumo regular de chás muito quentes pode aumentar os riscos de câncer no esôfago, segundo um estudo iraniano publicado no British Medical Journal. As análises mostraram que o consumo de chá preto a temperaturas próximas de 70ºC ou maiores aumenta as chances de desenvolver o câncer que mata cerca de 500 mil pessoas por ano no mundo.

 

Cigarro e álcool são os principais fatores associados ao desenvolvimento da doença na Europa e nas Américas, porém ainda não estariam claras as altas taxas do câncer em regiões como o Irã, onde o tabagismo e o consumo de álcool são menores.

 

Avaliando 300 pessoas com a doença e 570 saudáveis da mesma região do Irã, os pesquisadores notaram que aqueles que tomavam chá (hábito comum na região) muito quente tinham de duas a oito vezes maior risco da doença. A velocidade na ingestão do chá quente também importava – aqueles que tomavam uma xícara em menos de dois minutos tinham cinco vezes maior risco do que aqueles que demoravam mais de quatro minutos.

 

Apesar dos autores admitirem que bebidas quentes podem ferir o revestimento do esôfago, mais estudos são necessários para avaliar sua ligação com o câncer.

leia mais sobre a notícia na BBC (em inglês)

 

 
 

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Consumo excessivo de carne vermelha pode levar a problema de visão

Pessoas que comem muita carne vermelha são mais propensas a desenvolver estágios iniciais de um problema de vista conhecido como degeneração macular – principal causa de cegueira em idosos –, segundo estudo da Universidade de Melbourne, na Austrália. De acordo com os pesquisadores, a carne possui compostos que “poderiam resultar em dano oxidativo e podem ser tóxicos para a retina”.

 

A análise de 5,6 mil pessoas com idades entre 58 e 69 anos no início do estudo indicou que a probabilidade de ter degeneração macular relacionada à idade seria 47% maior entre aqueles que comiam carnes vermelhas pelo menos dez vezes por semana, comparados com aqueles que ingeriam esse alimento menos de 4,5 vezes.

 

Segundo os pesquisadores, esse efeito se daria de forma independente de outros fatores de risco, como obesidade e tabagismo, mas outros estudos seriam necessários para confirmação.

leia mais sobre o estudo no AJE (em inglês)

 

 
 

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Jogos eletrônicos de ação podem melhorar a visão, indica estudo

Jogar video games de ação pode melhorar um aspecto da visão dos adultos que se acreditava ser estática, segundo estudo da Universidade de Rochester, nos EUA. Os pesquisadores descobriram que alguns jogos eletrônicos podem melhorar a capacidade de notar mesmo pequenas mudanças em tons de cinza contra um fundo uniforme – “sensibilidade de contraste”, importante quando se dirige à noite ou com pouca visibilidade.

 

De acordo com especialistas, esse fator é um dos primeiros afetados pelo envelhecimento e pode ser afetado também por um problema chamado ambliopia (ou “olho preguiçoso”). Além disso, a melhora da sensibilidade de contraste normalmente requer cirurgia, óculos ou lentes.

 

No estudo, os pesquisadores notaram que jogadores-especialistas que jogavam games de tiro tinham melhor sensibilidade de contraste, comparados com aqueles que jogavam games sem ser de ação. E os não-jogadores melhoravam esse aspecto com a prática diária. Agora, os pesquisadores estão avaliando o potencial desses jogos para o tratamento da ambliopia.

leia mais sobre a notícia na BBC (em inglês)

 
 

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Estudo associa higiene bucal ruim a complicações na gravidez

Uma bactéria proveniente da boca da gestante pode ser transmitida para o feto através da corrente sanguínea e do líquido amniótico, aumentando os riscos de nascimento prematuro e com baixo peso, além de infecção no bebê, segundo estudo apresentado nesta terça-feira no encontro da Sociedade de Microbiologia Geral do Reino Unido.

 

De acordo com os pesquisadores, essas evidências trazem enormes implicações para a saúde da mãe e do bebê, visto que uma simples melhora na higiene bucal poderia ajudar a reduzir a incidência de complicações na gravidez.

  

Os pesquisadores avaliaram o aspirado gástrico (conteúdo do estômago contendo líquido amniótico engolido) de 57 recém-nascidos, e descobriram 46 espécies diferentes de bactéria. Entre elas, haviam duas bactérias – Granulicatella elegans e Streptococcus sinensis – provenientes da boca, e que normalmente não são encontradas em outras partes do corpo. E testes mostraram que essas espécies estariam associadas com infecções que se iniciam na boca e se disseminam pelo sangue. 

 

leia mais sobre a notícia em Science Daily (em inglês)

 
 

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Dormir tarde pode aumentar o risco de doença cardíaca, diz estudo

Homens que vão para a cama depois de meia-noite têm significativamente mais enrijecimento das artérias – estágio inicial da aterosclerose – do que aqueles que dormem mais cedo, segundo estudo apresentado esta semana no congresso do American College of Cardiology.

 

Avaliando 251 homens saudáveis com 60 anos ou menos, os pesquisadores observaram que quanto menos horas de sono reportadas, maiores eram o índice de massa corporal, a pressão e o nível de triglicérides dos voluntários. Porém, isso não se aplicava para o aumento da rigidez arterial. Com análises mais profundas, eles notaram que aqueles que dormiam antes da meia-noite tinham as artérias mais relaxadas, tendo menor risco de aterosclerose.

Embora não saibam explicar as razões desse efeito, os pesquisadores acreditam que aqueles que dormem mais tarde costumam comer mais à noite, e são mais propensos a fumar e consumir álcool, fatores de risco para obesidade e doença cardíaca. Além disso, pode haver um mecanismo biológico envolvido, afetando o metabolismo.

leia mais sobre a notícia em WebMD (em inglês)

 
 

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Incentivar as crianças a beber água pode reduzir a obesidade infantil

Um estudo publicado na edição de abril da revista Pediatrics indica que incentivar o consumo de água na escola – com lições sobre o tema e distribuição de garrafinhas de água na sala – pode ajudar a reduzir o problema da obesidade infantil.

 

Os pesquisadores avaliaram cerca de 3 mil crianças da segunda e terceira séries de 32 escolas em áreas de baixa renda de duas cidades alemãs. E notaram que, nas escolas que incentivaram, durante um ano, os alunos a tomarem mais água, as crianças eram 33% menos propensas a ficarem com sobrepeso, em relação às crianças das outras escolas.

 

Embora não saibam as razões exatas desses resultados, os pesquisadores observaram que, quando o consumo de água aumentou, houve uma redução na ingestão de bebidas açucaradas, o que poderia, em parte, explicar os resultados. Além disso, eles destacam que a hidratação influencia o metabolismo e a água ajuda a queimar calorias.

leia mais sobre o estudo em Pediatrics (em inglês)

 

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