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Hortelã brasileira pode ajudar a aliviar a dor, confirma estudo britânico

Um estudo da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, liderado pela pesquisadora brasileira Graciela Rocha, indica que o chá de um tipo de hortelã tem propriedades analgésicas equivalentes às de alguns remédios vendidos comercialmente. Em testes com ratos, os pesquisadores comprovaram cientificamente que a erva Hyptis crenata – conhecida como hortelã-brava e salva-de-marajó –, que vem sendo utilizada há anos na medicina popular no Brasil para tratar dores de cabeça e de estômago, febre e gripe, tem efeitos terapêuticos.

 

De forma a reproduzir os efeitos do tratamento da maneira mais precisa possível, a equipe fez uma pesquisa no Brasil para descobrir como a erva é preparada tradicionalmente e que quantidades devem ser ingeridas. E observaram que o método mais comum é ferver a folha seca em água durante 30 minutos e deixar que o líquido esfrie entes de bebê-lo.

 

Publicado na revista científica Acta Horticulturae e apresentado no International Symposium on Medicinal and Nutraceutical Plants, na Índia, o estudo indicou que, quando a erva é ingerida em doses similares às indicadas na medicina popular, ela é tão efetiva em aliviar a dor quanto uma droga sintética, do tipo aspirina, chamada indometacina. A equipe pretende agora iniciar testes clínicos para descobrir a eficácia da erva no alívio da dor em humanos.

 
 

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Redução no consumo de carnes é essencial para a saúde e para o planeta

Cortar a produção e o consumo de carnes de boi em 30% pode ajudar consideravelmente a reduzir as emissões de gás carbônico e melhorar a saúde nos países onde esse alimento é mais consumido, segundo pesquisadores australianos e britânicos. Usando modelos de predição, os especialistas calculam que o corte de 30% no consumo de gordura animal reduziria em 17% o número de mortes prematuras por doença cardíaca na Grã-Bretanha – o equivalente a 18 mil mortes evitadas por ano. E, em São Paulo, isso representaria cerca de mil mortes a menos por ano.

 

Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, 18% de todas as emissões de gases do efeito estufa são provenientes da produção de carne. E os especialistas acreditam que o crescimento da demanda por carne, particularmente em países com economia em crescimento, poderia aumentar a produção em até 85% até o ano de 2030.

 

Por isso, os pesquisadores defendem que, sem a queda no consumo de carne, medidas como a melhora da eficiência da produção, o aumento da captura de gás carbônico e redução do uso de combustíveis fósseis na agricultura não serão suficientes para alcançar a redução-alvo nas emissões de poluentes.

leia mais sobre a notícia na Reuters (em inglês)

 
 

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Cuidados na alimentação podem evitar câncer colorretal, indica pesquisa

Uma alimentação adequada, com a ingestão de frutas, verduras e legumes, além de chás e vinho tinto, pode oferecer, a homens com sobrepeso e a mulheres com peso normal, proteção contra cânceres no intestino e no reto, segundo estudo holandês que será publicado na edição de 15 de dezembro do International Journal of Cancer. De acordo com os especialistas, antioxidantes chamados flavonoides, presentes nesses alimentos, poderiam interferir em processos causadores da doença.

 

Avaliando quase 121 mil pessoas com idades entre 55 e 69 anos, que preencheram relatórios sobre sua alimentação para um estudo sobre dieta e câncer, os pesquisadores observaram que as análises da ingestão de flavonoides em relação ao peso indicavam “efeitos protetores de alguns destes compostos em subgrupos de homens com sobrepeso e mulheres de peso normal”. A maior ingestão de catequinas – presente em uvas, chocolate amargo, chá, vinho e alguns grãos – foi associado a um menor risco de câncer colorretal entre homens um pouco acima do peso e mulheres magras.

 

Os pesquisadores observaram uma tendência similar para outros flavonoides encontrados em cebolas, couve, maçãs, peras, chás e sucos de fruta. Baseados nesses resultados, os pesquisadores recomendam uma alimentação rica em compostos antioxidantes, para a prevenção do câncer no sistema digestivo, mas destacam que mais estudos são necessários para desvendar os mecanismos implicados nessa proteção.

leia mais sobre a notícia na Reuters (em inglês)

 
 

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Consumo de chá verde pode reduzir formação de pedras nos rins, diz estudo

O consumo de chá verde pode ajudar a prevenir o doloroso problema das pedras nos rins, segundo estudo da Universidade Sichuan, na China. De acordo com os autores, alguns compostos do extrato do chá verde podem se ligar ao oxalato de cálcio – principal componente dos cálculos renais – dificultando a formação dessas pedras nos rins.

 

Os especialistas examinaram os efeitos de um concentrado de chá verde na cristalização do oxalato de cálcio usando uma variedade de técnicas avançadas de imagem. E os resultados mostraram que, com o crescimento da quantidade do extrato aplicado, os cristais de oxalato de cálcio ficavam cada vez mais lisos, fazendo com que fosse mais difícil a formação de cálculos maiores. Segundo os autores, esses cristais menores seriam liberados, sem problemas, pela urina.

leia sobre a notícia em CrystEngComm (em inglês)

 
 

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Consumo regular de chá pode ajudar a prevenir o diabetes, diz especialista

Um estudo da Universidade do Texas aponta para mais um benefício do consumo de chás - ele pode ajudar a controlar a glicose, reduzindo os riscos de desenvolver diabetes. De acordo com os autores, a bebida já é reconhecida como promotora da saúde geral, principalmente a cardiovascular, reduzindo, inclusive, os riscos de alguns tipos de câncer. E, em uma revisão de pesquisas científicas, os especialistas confirmaram seu papel contra o diabetes.

 

Segundo a pesquisadora Jo Ann Carson, professora de nutrição clínica da Universidade, estudos realizados em diversos países sugerem que o consumo, ao longo da vida, de pelo menos duas xícaras de chá por dia – principalmente do chá preto – pode reduzir a incidência do diabetes tipo 2, doença muitas vezes associada à obesidade. E a especialista destaca que, apesar de as evidências sobre os benefícios dos chás serem limitadas, muitos dos tipos da bebida, incluindo o chá verde, podem fazer parte de uma dieta saudável.

 

“As pessoas têm duas escolhas: aprender a aproveitar o chá gelado com pouco ou nenhum açúcar, ou tomar chá gelado açucarado em moderação, geralmente uma vez por dia ou menos”, recomenda a pesquisadora.

leia mais sobre a notícia no UTS (em inglês)

 
 

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Vitaminas C e E podem preservar força muscular, indica estudo

A ingestão das vitaminas C e E pode ajudar a preservar a força muscular dos efeitos do envelhecimento, segundo estudo da Universidade de Pittsburgh, nos EUA. “A força muscular começa a declinar quando as pessoas estão em seus 40 anos, mas reduz dramaticamente após os 60”, explica a pesquisadora Anne Newman. E esse declínio é um fator de risco importante para as pessoas se tornarem frágeis e deficientes. Por isso, as estratégias para retardar a perda muscular são tão importantes.   

 

Avaliando os hábitos alimentares e a força muscular de mais de 2 mil pessoas em seus 70 anos, os pesquisadores descobriram uma significativa relação positiva entre a ingestão de vitamina C – encontrado principalmente em frutas como laranja e morango – e de vitamina E – presente em óleos vegetais, nozes e gérmen de trigo – com a preservação da força muscular.  

 

Os pesquisadores destacam, porém, que ainda não está claro se essas vitaminas especificamente ajudam a manter a força muscular, ou se sua ingestão é uma marca de alimentação saudável – rica em frutas e verduras e pobre em sódio –, que têm efeitos benéficos para a saúde geral. Eles tentam, agora, estabelecer os níveis adequados de atividades físicas e consumo de nutrientes para preservar a força muscular. Enquanto isso, eles destacam que as pessoas não devem começar a tomar suplementos sem prescrição de um especialista, mas começar a ter uma dieta balanceada.

leia mais sobre a notícia na Reuters (em inglês)

 

 
 

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Cigarros podem conter centenas de bactérias, alertam pesquisadores

Além de ser composto de centenas de produtos químicos prejudiciais à saúde – como todos sabem –, o cigarro pode conter diversas bactérias causadoras de doença, segundo estudo da Universidade de Maryland, nos EUA. O exame do DNA de quatro marcas de cigarro – Camel, Kool Filter Kings, Lucky Strike Original e Marlboro – mostrou que “os cigarros comercialmente disponíveis testados estavam surpreendentemente cheios de bactérias”, incluindo algumas associadas a infecções nos pulmões, sangue e de origem alimentar.

 

Entre as bactérias encontradas, os cientistas destacaram a Acinetobacter (associada a infecções no sangue e nos pulmões), bacilos (alguns tipos associados com intoxicação alimentar), Burkholderia (algumas cepas associadas a infecções respiratórias), Clostrídio (infecções pulmonares e intoxicações alimentares), Klebsiella (infecções diversas, incluindo sangue e pulmões) e Pseudômonas aeruginosa (responsável por 10% das infecções hospitalares).

 

“Se esses organismos podem sobreviver ao processo de fumar – e nós acreditamos que eles podem –, então, eles poderiam contribuir para doenças infecciosas e crônicas em fumantes e naqueles expostos à fumaça do tabaco”, destacam os pesquisadores.  Agora, eles pretendem continuar as pesquisas para verificar se essas bactérias podem contribuir diretamente para as doenças associadas ao tabagismo.

leia mais sobre o estudo em EHP (em inglês)

 

 
 

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Depressão é tão mortal quanto o tabagismo, aponta pesquisa

Um estudo da Universidade de Bergen, na Noruega, em parceria com o King's College London, no Reino Unido, aponta que a depressão pode ser tão mortal quanto o tabagismo. Usando uma associação entre uma pesquisa com mais de 60 mil pessoas e uma base de dados de mortalidade, os pesquisadores descobriram que o risco de mortalidade aumentaria em pessoas com depressão em uma extensão similar à dos fumantes.

 

Líder do estudo, o pesquisador Robert Stewart explicou que as possíveis razões subjacentes a essas descobertas surpreendentes podem ser o fato de não se saber a associação causal da depressão com a mortalidade, da mesma forma que se tem esse conhecimento em relação ao hábito de fumar. “Mas isso sugere que devemos prestar mais atenção a essa ligação, porque a associação persistiu após o ajuste com muitos outros fatores”, destacou o especialista.  

 

Outro resultado curioso mostrou que, apesar da depressão aumentar o risco de mortalidade, sua combinação com a ansiedade pareceu reduzir um pouco esse efeito. Segundo os especialistas, uma explicação possível é que pessoas menos ansiosas tendem a procurar, com menos frequência, atendimento médico, o que aumentaria seus riscos de morte. Porém, os autores lembram que ansiedade demais pode deixar a pessoa mais vulnerável ao estresse e, consequentemente, a problemas cardiovasculares. Baseados nos resultados, os pesquisadores destacam a necessidade de se considerar a influência dos distúrbios mentais, como a depressão, na saúde física das pessoas.

leia mais sobre a notícia no KCL (em inglês)

 

 
 

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Amor e inveja estão associados ao mesmo hormônio, sugere estudo

O hormônio oxitocina – conhecido como o “hormônio do amor” e associado à confiança, empatia e generosidade – também pode cumprir um papel em comportamentos socialmente negativos, como a inveja e o ciúme, segundo pesquisadores da Universidade de Haifa, em Israel. “Subsequente a essas descobertas, supomos que o hormônio é, de forma geral, um desencadeador de sentimentos sociais: quando a associação da pessoa é positiva, a oxitocina reforça comportamentos pró-sociais; quando a associação é negativa, o hormônio aumenta sentimentos negativos”, explica Simone Shamay-Tsoory.

 

Liberado naturalmente no organismo durante o parto e nas relações sexuais, o hormônio era associado, por estudos anteriores, apenas a efeitos positivos sobre os sentimentos. Na nova pesquisa, os participantes que inalaram uma forma sintética da oxitocina apresentaram maiores níveis de sentimentos altruístas (positivos), comparados com aqueles que inalaram um placebo; porém, competindo em um jogo, esses mesmos participantes apresentaram maior nível de inveja quando o oponente ganhava mais dinheiro e de entusiasmo com a derrota do adversário, comparados ao grupo controle.

 

“Acompanhando os resultados de experimentos anteriores com a oxitocina, começamos a examinar possíveis usos do hormônio como medicação para diversos distúrbios, como o autismo. Os resultados do presente estudo mostram que os efeitos indesejáveis do hormônio sobre o comportamento devem ser examinados antes de passarmos à frente”, concluiu a pesquisadora.

leia mais sobre a notícia na UH (em inglês)

 
 

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Música pode aliviar o estresse e beneficiar o coração, destacam especialistas

A música pode ajudar na recuperação de um procedimento cardíaco, infarto ou derrame, amenizar o estresse e, possivelmente, reduzir um pouco a pressão sanguínea, segundo relatório divulgado este mês pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. “A música pode aliviar a dor e o desconforto após a cirurgia cardíaca e, em pessoas saudáveis, a música pode reduzir a pressão sanguínea e aliviar o estresse”, destacam os especialistas.

 

De acordo com o relatório, a musicoterapia é mais comumente usada para pessoas que foram submetidas a um procedimento cardíaco e para aqueles que se recuperam de infarto ou que estão aprendendo a lidar com outra condição cardiovascular, como angina ou insuficiência cardíaca. “Para eles, a musicoterapia alivia o estresse, oferece uma estratégia prazerosa de enfrentamento (da doença), e transmite uma sensação de controle”.

 

A Associação Americana de Musicoterapia recomenda que as pessoas façam, diariamente, uma opção de musicoterapia consigo mesmas, escolhendo músicas que façam você se sentir bem e, bem acomodado, ouvi-las por pelo menos 20 minutos.

leia mais sobre a notícia em UPI (em inglês)

 

 
 

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Emoções e humor podem afetar a sensação de dor, diz estudo

Um estudo canadense publicado na última edição da revista científica PNAS indica que as emoções podem ter um impacto direto sobre a dor. “As emoções ou o humor podem alterar como nós reagimos à dor, pois elas estão interligadas”, destacou o pesquisador Mathieu Roy, líder do estudo. “Nossos testes revelaram quando a dor é percebida pelo nosso cérebro e como a dor pode ser ampliada quando combinada com emoções negativas", completou.

 

No estudo, 13 voluntários foram submetidos a pequenos e dolorosos choques enquanto observavam uma sucessão de imagens agradáveis, neutras ou desagradáveis. E os pesquisadores mediram as reações no cérebro dos participantes com ressonância magnética funcional.

 

As análises permitiram aos cientistas dividir as emoções relacionadas à atividade cerebral em resposta à dor. “Descobrimos que ver as imagens desagradáveis suscitou dores mais fortes em indivíduos tomando choque do que olhar imagens agradáveis”, concluíram os autores. Segundo os especialistas, a descoberta oferece evidências científicas de que a dor é controlada pelo humor, e pode abrir caminho para abordagens não-farmacológicas, com imagens e sons, para aliviar a dor.

leia mais sobre a notícia na UM (em inglês)

 
 

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Estudo indica que as pessoas se sentem mais saudáveis após a aposentadoria

Um estudo recentemente realizado na França sugere que a maior parte dos aposentados se sente mais jovem e saudável pouco depois de parar de trabalhar. Avaliando cerca de 15 mil funcionários franceses das empresas estatais de gás e eletricidade, os pesquisadores da Universidade de Estocolmo e da University College de Londres descobriram que o número de entrevistados que afirmou não estar bem de saúde caiu de 19% um ano antes da aposentadoria para 14% um ano depois.

 

De acordo com os pesquisadores, as maiores melhorias de saúde pós-aposentadoria foram notadas entre aqueles que tinham um ambiente de trabalho insatisfatório. E, entre aqueles que ganhavam mais e tinham empregos mais gratificantes, não foram notadas grandes mudanças.

 

Em artigo publicado na revista científica Lancet, os especialistas destacam que é essencial melhorar as condições de trabalho para minimizar os efeitos nocivos à saúde, em uma época em que as pessoas vêm permanecendo cada vez mais tempo no mercado de trabalho.

 
 

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Salmão para melhorar o humor

Gordura encontrada em peixes aumenta volume da substância cinzenta das áreas responsáveis pelas emoções

O consumo de ômega -3, um tipo de gordura encontrada em peixes, especialmente no salmão, está associada a alterações estruturais do cérebro que parecem melhorar os estados de humor. É o que indicam os resultados de um estudo apresentados pela psiquiatra Sarah M Conklin, da Universidade de Pittsburgh, em Budapeste, na Hungria. Participaram da pesquisa 55 voluntários, que foram entrevistados para determinar o consumo médio de ômega-3. Depois todos foram submetidos à ressonância magnética funcional estrutural de alta resolução. As imagens revelaram associação entre consumo elevado desse nutriente e maior volume da substância cinzenta (formada pelo corpo celular dos neurônios) das áreas responsáveis pelo controle das emoções, como córtex cingular, amígdala e hipocampo – justamente aquelas que estudos anteriores mostraram reduzidas em pacientes com depressão maior e outros distúrbios de humor.

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